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Saúde

Mistura errada de remédios faz crianças desenvolverem ‘síndrome de lobisomem’ na Espanha

Dezessete casos foram relatados nas regiões de Cantábria, Valência e Granada.

As crianças desenvolveram os sintomas após receberem remédios para uma doença estomacal. A mistura incluía um medicamento usado para tratar calvície, disseram autoridades reguladoras.

“A testa, as bochechas, os braços, as pernas e as mãos do meu filho estavam cobertas de pêlos … foi muito assustador”, disse uma mãe.

Uma investigação da agência reguladora de saúde espanhola, a Aemps, atribuiu o problema a uma fórmula receitada aos pais para tratar o refluxo gastroesofágico – um problema muscular que provoca refluxo ácido do estômago – em seus filhos pequenos.

Um medicamento que deveria conter omeprazol (um remédio para enjoo) na verdade continha minoxidil, um princípio ativo que estimula o crescimento do cabelo, disseram os reguladores.

Um relatório publicado no site da Aemps disse que o remédio foi distribuído por uma empresa farmacêutica na região de Málaga, na Espanha.

Os primeiros casos foram relatados em julho deste ano, e o produto foi retirado do mercado.

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Nesta quarta-feira (28), o Ministério da Saúde da Espanha disse que um lote da fórmula de tratamento do cabelo havia sido rotulado incorretamente e se misturou com a medicação para o estômago devido a um “erro interno”.

O centro de distribuição da empresa farmacêutica permanece fechado enquanto a investigação continua.

Espera-se que os sintomas das crianças melhorem dentro de algumas semanas à medida que o excesso de cabelo caia, disseram os pais.

‘Pare de dar este remédio a ela’

Falando ao jornal espanhol El Mundo, uma jovem mãe, identificada apenas como Amaya, disse que entrou em pânico quando sua filha de 22 meses “começou a ver o cabelo crescer” no início deste ano.

Amaya imediatamente contatou um pediatra e explicou que ela estava dando à filha um xarope – supostamente de omeprazol – para um problema no estômago.

O pediatra, então, disse a ela para parar de dar o medicamento, mas “manter a embalagem na geladeira” para que pudesse ser coletada e analisada. Mais tarde, os investigadores confirmaram que o xarope continha minoxidil.

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Outra criança, o menino Uriel, tinha apenas seis meses de idade quando cabelo espesso começou a crescer por todo o seu corpo, desenvolvendo “uma sobrancelha de adulto”, disse a mãe, Angela Selles, ao El País.

“Foi muito assustador porque não sabíamos o que estava acontecendo com ele”, disse ela. Uriel estava usando o mesmo xarope na época.

Dar ao bebê minoxidil criou uma aparência de hipertricose, também conhecida como “síndrome do lobisomem”. Trata-se de uma doença rara que causa crescimento excessivo de pelos espessos sobre o corpo, geralmente em lugares incomuns.

Dez bebês foram afetados na Cantábria, no norte da Espanha, quatro na região sul da Andaluzia e três em Valência, no leste, segundo relatos da imprensa local.

BBC

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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