Saúde
‘Menor recém-nascido do mundo’ tem alta do hospital de Tóquio
O garotinho nasceu em agosto, com apenas 24 semanas de gestação, em uma cesariana de emergência. Era tão pequeno que cabia na palma da mão do médico. Ele recebeu tratamento na UTI até semana passada, cerca de dois meses após a data em que deveria ter nascido.
Ao receber alta, o bebê já estava com 3,2 kg, e agora já consegue se alimentar normalmente.
“Só posso dizer que estou feliz que ele cresceu tanto, porque sinceramente eu não tinha certeza que ele iria sobreviver”, diz a mãe do menino, de acordo com o Hospital Universitário Keio, em Tóquio.
O médico Takeshi Arimitsu, que atendeu o caso do garotinho, disse à BBC que ele é o menor recém-nascido do mundo do sexo masculino a receber alta do hospital, de acordo com a base de dados de menores bebês da Universidade de Iowa, nos EUA.
Arimitsu diz que quer mostrar que “existe a possibilidade de que bebês saiam do hospital com saúde apesar de terem nascido pequenos”.
Antes do bebê japonês, o recorde pertencia a um menino nascido na Alemanha com apenas 274 gramas. A menor menina a sobreviver também nasceu no país, em 2015, e pesava 252 gramas.
O Hospital Universitário Keio diz que a taxa de sobrevivência de bebês pesando menos de um 1 kg ao nascer é de cerca de 90% no Japão – o índice cai para 50% para bebês com menos de 300 g.
Entre os menores recém-nascidos, a taxa de sobrevivência é muito menor para meninos do que para meninas. Os médicos não sabem dizer com certeza por que isso acontece. Alguns acreditam que pode estar ligado ao desenvolvimento mais lento dos pulmões em bebês do sexo masculino.
BBC
Saúde
Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.
Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.
O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.
Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.
Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.
Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.
A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.
O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.
Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.
Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.
Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.
Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.
Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.
*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
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