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Saúde

Médicos fazem alerta após mulher se queimar durante ‘vaporização vaginal’

O estudo do caso foi detalhado e publicado no periódico Journal of Obstetrics and Gynecology Canada.

A mulher tinha um prolapso genital, resultado da perda de sustentação da bexiga e também de órgãos como uretra, útero, intestino e reto, e seguiu o conselho de um médico chinês tradicional para recorrer à vaporização como uma alternativa à cirurgia.

Esta terapia envolve agachar-se sobre uma mistura de água quente e ervas e tem crescido em popularidade.

A médica Magali Robert, autora do artigo, disse que a mulher ferida, que deu permissão para a divulgação de seu caso, sentou-se sobre a água fervente durante 20 minutos por dois dias consecutivos. Depois, ela precisou recorrer ao atendimento de emergência para tratar dos ferimentos decorrentes.

Ela sofreu queimaduras de segundo grau e teve que adiar a cirurgia reconstrutiva enquanto se recupera.

‘Detox’

Esta terapia e outros tratamentos para áreas íntimas, com máscara para vulvas, estão disponíveis na internet, em salões de beleza e spas.

Nos Estados Unidos, o jornal Los Angeles Times mencionou a vaporização vaginal pela primeira vez em 2010, e mais tarde o procedimento foi impulsionado quando a marca Goop, da atriz Gwyneth Paltrow, o recomendou. A celebridade tem um site sobre estilo de vida que frequentemente dá dicas sobre tendências de saúde – muitas delas controversas.

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No ano passado, a modelo norte-americana Chrissy Teigen também compartilhou uma fotografia de si mesma fazendo a vaporização.

Defensores da prática alegam que ela tem sido usada ao longo da história em países da Ásia e da África. Segundo eles, o procedimento, às vezes chamado de vaporização Yoni, faz um “detox” da vagina.

Especialistas, no entanto, alertam que a intervenção pode ser perigosa e não há comprovação de sua eficácia ou de seus supostos benefícios para a saúde, como alívio dos sintomas da menstruação ou melhoras na fertilidade.

Vanessa Mackay, consultora e porta-voz do Colégio Real de Obstetras e Ginecologistas, no Reino Unido, diz ser um “mito” que a vagina precise de limpeza ou tratamento intensos. Ela recomenda o uso de sabonetes simples e não perfumados apenas na área da vulva externa.

É importante não confundir a vagina (parte interna que liga o útero com o exterior) com a vulva e os lábios, que ficam do lado de fora – estes sim, precisam de limpeza com produtos neutros, conforme recomenda Mackay.

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“A vagina contém as bactérias boas, que estão lá para protegê-la”, disse ela em nota.

“O vapor na vagina pode afetar este equilíbrio saudável de bactérias e níveis de pH, além de causar irritação, infecção (como vaginose bacteriana ou candidíase) e inflamação. A pele delicada ao redor da vagina (a vulva) também pode ser machucada.”

Robert, pesquisadora na universidade canadense de Calgary na área de medicina pélvica e cirurgia reconstrutiva, diz que terapias não convencionais, como a vaporização, espalham-se pela internet e pelo boca-a-boca.

“Os profissionais de saúde precisam estar cientes das terapias alternativas para que possam ajudar as mulheres a fazer escolhas informadas e evitar possíveis danos”, escreve ela no artigo.

BBC

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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