Mato Grosso
Governador entrega novo Lacen: “É um dos melhores laboratórios públicos do Brasil”
Unidade tem capacidade para realizar até 10 mil testes virais por dia

O governador Mauro Mendes entregou, nesta terça-feira (17.9), a nova sede do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Cuiabá.
Com 2.254 m² de área construída, a unidade recebeu investimento de R$ 34,3 milhões em sua estrutura e outros R$ 60 milhões em equipamentos de alta tecnologia.
“Hoje Mato Grosso entrega um dos laboratórios mais modernos do país. O Lacen está entre os três melhores laboratórios públicos do Brasil, com tecnologia de ponta, equipamentos de última geração e uma equipe altamente qualificada. Essa estrutura eleva a saúde pública de Mato Grosso a outro patamar”, afirmou.
O Lacen atende os 142 municípios do estado por meio do SUS, com exames especializados em sorologia, microbiologia clínica, biologia molecular, entre outros. É o único laboratório público do estado com capacidade para realizar sequenciamento genético, metagenômica e monitoramento molecular de vírus respiratórios, arboviroses e bactérias.
Segundo o governador, a nova estrutura garante um salto na capacidade de resposta do estado em situações de emergência sanitária.
“Na época da pandemia, lutávamos para fazer 100, 200 testes por dia. Agora temos capacidade instalada para até 10 mil exames diários de vírus respiratórios. Isso é resultado de um Governo que prioriza a saúde com planejamento, investimento e seriedade”, disse Mendes, ressaltando que a unidade também é a primeira do Centro-Oeste a receber certificação do Inmetro.
Também estavam no evento: a primeira-dama Virginia Mendes; os deputados estaduais Beto Dois a Um, Julio Campos, Dr. João, Fabio Tardin, Valmir Moretto e Paulo Araújo; a vice-prefeita de Cuiabá, coronel Vânia; os secretários de Estado Fabio Garcia (Casa Civil), Gilberto Figueiredo (Saúde), Laice Souza (Comunicação), Klebson Gomes (Assistência Social), Vitor Hugo (Justiça), Heverton Mourett (interino da Segurança), David Moura (Cultura, Esporte e Lazer), Jordan Espíndola (Gabinete de Governo), Mauren Lazzaretti (Meio Ambiente), Andreia Fujioka (Agricultura Familiar); o controlador-geral do Estado, Paulo Farias; o presidente da Fapemat, Marcos de Sá; o presidente do Intermat, Francisco Serafim; o presidente da MT Gás, Aécio Rodrigues; o diretor da Fundação Nova Chance, Winkler Gomes; a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel; o vereador por Cuiabá, Dilemário Alencar; o promotor de Justiça da Saúde de Cuiabá, Milton Mattos; a diretora do Lacen, Elaine Cristina; e a coordenadora de Laboratórios de Saúde Pública do Ministério da Saúde, Miriam Livorati.
Mato Grosso
Mudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos

A Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para esta terça-feira (4), promete colocar em discussão um dos temas mais relevantes da gestão da entidade: a possível alteração do Estatuto Social, incluindo mudanças nas regras do processo eleitoral da associação.
Além de deliberar sobre o projeto de reforma da sede da AMM, os prefeitos associados analisarão propostas de alteração dos artigos 14, 15, 25 e 39 do Estatuto. Embora o edital de convocação detalhe quais dispositivos serão modificados, o conteúdo das alterações será apresentado durante a assembleia.
O principal ponto de debate é a possibilidade de antecipação das eleições da diretoria da entidade para o segundo semestre deste ano.
Os argumentos favoráveis à mudança
Defensores da alteração avaliam que o Estatuto deve ser um instrumento flexível, capaz de se adaptar às necessidades institucionais da AMM e às demandas dos municípios.
Na avaliação de apoiadores da proposta, antecipar o processo eleitoral pode trazer previsibilidade administrativa, permitindo que a futura diretoria tenha mais tempo para organizar sua equipe, elaborar o planejamento estratégico e preparar a transição antes do início do mandato.
Outro argumento é que o próprio Estatuto prevê que suas regras possam ser alteradas pela Assembleia Geral, considerada a instância máxima de deliberação da entidade. Nesse entendimento, qualquer mudança aprovada pela maioria dos prefeitos presentes refletirá uma decisão coletiva e democrática dos associados.
Há ainda quem sustente que discutir o calendário eleitoral não significa comprometer a legitimidade da futura gestão.
Para esse grupo, o mais importante é que todas as regras sejam debatidas, aprovadas em assembleia e aplicadas de forma transparente, independentemente da data escolhida para a eleição.
Também pesa o argumento da continuidade administrativa. Segundo defensores da proposta, uma eleição realizada com antecedência pode reduzir o período de indefinição política dentro da entidade, permitindo que a nova diretoria participe da preparação das principais pautas municipalistas para o ano seguinte.

As críticas à proposta
O ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), manifestou preocupação com uma eventual alteração no calendário eleitoral.
Na avaliação de Bortolin, um eventual retorno ao modelo anterior poderia permitir que gestores em fim de mandato participassem da definição da direção da entidade para um período em que já não estarão mais à frente de seus municípios.
Para os críticos, esse modelo reduziria a representatividade dos prefeitos que efetivamente exercerão seus mandatos durante a gestão da próxima diretoria da AMM.
Decisão caberá aos prefeitos
Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, a decisão será tomada pelos próprios prefeitos associados durante a Assembleia Geral Extraordinária, órgão máximo de deliberação da entidade.
Caso as alterações estatutárias sejam aprovadas pelo quórum previsto no Estatuto Social, as novas regras passarão a orientar o funcionamento institucional da AMM, incluindo, eventualmente, o calendário das próximas eleições.
O debate evidencia duas visões distintas sobre a governança da associação. De um lado, há quem defenda maior flexibilidade para adequar o Estatuto às necessidades administrativas da entidade.
De outro, gestores sustentam que o modelo atual fortalece a legitimidade da representação municipalista ao assegurar que a diretoria seja escolhida pelos prefeitos que exercerão efetivamente seus mandatos.
A expectativa é que a assembleia esclareça o alcance das alterações propostas e permita que os prefeitos deliberem sobre o futuro da principal entidade representativa dos municípios de Mato Grosso.
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