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Saúde

‘Estamos perto de um novo colapso’, diz secretário sobre alta taxa de ocupação de UTI em MT

Gilberto Figueiredo diz que se 5% dos infectados precisarem de leitos vão faltar vagas — Foto: Christiano Antonucci/ Secom-MT

O secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, disse, nesta segunda-feira (14) que o estado está perto de um novo colapso enfrentando a pandemia da Covid-19.

A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados aos pacientes em estado grave com Covid-19 chegou neste domingo (13) a 92,97%, conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Em todo o estado, somente 37 leitos estão disponíveis.

Sobre a baixa adesão à vacina em Mato Grosso, o secretário atribui ao ceticismo dos moradores.

“Muitos estão achando que vão ficar dentro da estatística que vai ser assintomática ou com sintomas leves. É triste ver que a população ainda não entende a gravidade que essa pandemia tem. Estão desvalorizando muitos aspectos da vida”, declarou Gilberto.

 

A SES-MT notificou, até a tarde deste domingo, 427.979 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 11.417 óbitos em decorrência do coronavírus no estado.

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Foram notificadas 407 novas confirmações de casos de coronavírus no estado e 26 mortes nas últimas 24 horas. Dos 427.979 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 12.872 estão em isolamento domiciliar e 401.968 estão recuperados.

“Mais uma vez nós apelamos para você que não leva isso a sério: não é uma doença fácil. Os profissionais da saúde já estão exaustos e estão no colapso no atendimento. Se nós tivermos o novo estrangulamento de assistência hospitalar em Mato Grosso, muitas pessoas vão sofrer com isso”, lamentou.

 

fonte: G1 MT
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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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