Saúde
‘Era só uma gripezinha e que ia passar rápido’, disse para filha mulher que morreu de H1N1 em município de MS
Coriza, febre, dor de cabeça, tosse e dor no corpo. A importância de ficar atento aos sintomas é muito maior do que se imagina. É o que alertam especialistas e também a comerciante Eliane Prado, de 34 anos, que perdeu a mãe recentemente após dois dias internada em um hospital de Naviraí, a 350 km de Campo Grande.
“Ela falou pra mim que ia ficar bem, ia sair rápido, que não era a gripe [H1N1] porque ela tinha sido vacinada. Era só uma gripezinha e que ia passar rápido, logo logo ela ia sair. Minha mãe era muito forte, minha mãe lutava muito e, infelizmente, ela não conseguiu “, lamentou a filha.
E a superintendente de vigilância em saúde, Veruska Lahdo, confirma: “Influenza é uma doença grave e temos a preocupação em atingir a cobertura vacinal, que foi aberta para o grupo prioritário em abril e continuou até o dia 31 de maio. Prestou atenção nos sintomas, percebeu que só estão piorando no decorrer do dia, procure uma unidade que pode se tratar de Influenza “.
Na capital sul-mato-grossense, o número de mortes de janeiro até agosto deste ano já é maior que todo o ano passado. São 21 mortes até agora, entre elas de um bebê um ano de idade e outro que estava no grupo de risco, além de um idoso de 84 anos. De todos, a maioria estava contaminada pelo vírus H1N1.
Já em Três Lagoas, na região leste do estado, foram confirmados 66 casos de gripe somente neste ano, sendo 19 de H1N1, 2 ocorrências de Influenza A, 38 casos sem especificação e 7 ainda investigados. Até agora, foram 6 mortes confirmadas, sendo 5 homens e uma de mulher. As vítimas tinham entre 53 e 83 anos. Destas 6 pessoas, 4 tinham complicações como diabetes, hipertensão e Alzheimer. Não há informações sobre problemas anteriores de saúde nas outras duas mortes.
A prefeitura do município alega que, há 3 semanas, não há nenhum registro novo de doença na cidade e que tem bastante vacina para a Influenza A nos postos de saúde. São 50 mil doses. Agora, para combater a gripe, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) disse que tem realizado treinamentos com profissionais de educação, além de orientações nas escolas e campanhas de multivacinação rural e distribuição de panfletos.
Em Corumbá, foram confirmadas 4 mortes pelo vírus Influenza. A última morte foi no dia 31 de julho. Uma idosa de 67 anos, que foi internada no dia 25 de julho e seis dias depois acabou falecendo, estava no grupo de risco. No caso das 3 mortes confirmadas por H1N1, são casos de mulheres com idades entre 36, 43 e 67 anos. Todas pertenciam aos grupos de risco com doenças crônicas, como obesidade, hipertensão e pneumonia. Uma delas tinha dado a luz há 45 dias. Das 4 mortes, 3 foram por H1N1 e 1 por H3N2, sendo o último caso de um trabalhador rural de 43 anos, que atuava em uma fazenda. Atualmente, não há casos de suspeita da doença em investigação
No estado, de acordo com a Saúde, já são 53 mortes, número bem maior do que 2018, quando foram 33 mortes. Em Campo Grande, de janeiro até agora, 86 pessoas tiveram a doença e 21 morreram em decorrência da doença. No ano passado inteiro, foram 75 casos e 20 mortes.
G1
Saúde
Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.
Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.
O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.
Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.
Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.
Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.
A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.
O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.
Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.
Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.
Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.
Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.
Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.
*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
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