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Saúde

Em colapso, Rondônia vai transferir 10 pacientes para Mato Grosso nesta terça-feira

A informação foi dada pelo secretário de Saúde Gilberto Figueiredo.

O secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, confirmou que pelo menos 10 pacientes do estado de Rondônia devem ser transferidos para Unidades de Terapia de Intensiva (UTI’s) de hospitais de Mato Grosso ainda nesta terça-feira (26).

Gilberto explica que a medida atende a um pedido da Secretaria de Saúde do estado vizinho, no entanto, ainda não há confirmação para quais hospitais esses pacientes serão levados já que há superlotação em unidades polo, como é o caso de Rondonópolis (212 km de Cuiabá).

“Nossa equipe está em entendimento com o sistema de regulação da Secretaria de Estado de Saúde de Rondônia para que Mato Grosso possa receber esses 10 pacientes de UTI’s, e isso deve ocorrer no hoje”, declarou.

A transferência ocorre após o Governo de Rondônia pedir socorro ao Governo Federal e a outros Estados devido ao colapso das unidades de saúde de Porto Velho.

O aumento no número de infectados pelo novo coronavírus e a demanda por leitos crescentes estrangulou o Sistema Único de Saúde (SES) desde o último sábado (23).

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“Precisamos ser solidários com os estados que estão colapsados. Por isso vamos receber os pacientes de fora”, argumentou o Gilberto Figueiredo.

No caso de Rondônia, o boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde na tarde deste domingo (24) apontava que o estado possuía 117.101 casos confirmados de covid-19 desde que foi confirmada a presença do novo coronavírus no país, em fevereiro de 2020. Já o número de mortes em decorrência da ação do vírus chegou a 2.111.

Mato Grosso se encontra numa situação ainda mais preocupante, pois, até esta segunda-feira (25), a Secretaria de Saúde registrou 209.004 casos confirmados da covid-19, sendo registrados 4.993 óbitos, 25 mortes e 916 novos casos apenas nas últimas 24 horas.

Repórter MT

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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