Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Saúde

Dois enfermeiros morrem de Covid; um deles aguardava por UTI

Dois enfermeiros da rede pública morreram de Covid-19 nesta semana – um deles aguardava por uma UTI. Na segunda-feira (8), André Sabino, que trabalhava na linha de frente da UPA de Rondonópolis, morreu após contrair o vírus. No sábado (6), Willians Coleta Duarte morreu enquanto estava na fila de espera por leito.

O Conselho Regional de Enfermagem (Coren-MT) lamentou as mortes.

André atutou na Secretaria Municipal de Saúde e era servidor desde 2003. Ele teve papel de destaque no processo de implantação do Samu, onde atuou por mais de dez anos.

O enfermeiro começou a sentir os primeiros sintomas em 6 de fevereiro e foi hospitalizado quatro dias depois na Santa Casa de Rondonópolis.

Nas redes sociais, a morte do enfermeiro gerou comoção.

“Enfermeiro André Sabino, grande profissional que o Covid-19 nos tirou essa tarde. Vamos sentir falta dos seus ensinamentos e atuações na emergência! Muito triste! Que Deus conforte a dor da perda. Na hora de enfrentar a despedida eterna não há muito que se possa fazer ou dizer. Aceitar uma partida tão definitiva é difícil e muito doloroso e no coração de quem fica a saudade passa a ocupar um lugar de destaque. Por isso peço que Deus conforte a dor da perda, que alivie o sofrimento de quem chora a partida de alguém que amava”, diz uma das mensagens.

Leia Também:  Vigilante condenado por estupro de vulnerável é preso

Fila de espera por UTI

Willians era aposentado e trabalhou durante anos no antigo Pronto-Socorro de Cuiabá. Após o quadro de Covid do enfermeiro se agravar, ele entrou na fila de espera por uma UTI, mas acabou não resistindo.

Nesta terça (9), a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que 73 pessoas aguardavam por um leito deste tipo.

“Infelizmente não teve muitas chances contra a Covid-19, também devido a falta da vacina e um leito de UTI, que atingiu neste domingo (7) 98,96% de ocupação no Estado de Mato Grosso”, diz trecho da nota do Coren.

Mídia News

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

Leia Também:  Mulher leva choque ao tentar abrir portão, não resiste e morre em Cuiabá

Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

Leia Também:  Casos de Chikungunya caem 90% no estado

Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA