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Saúde

Casos de conjuntivite aumentam com o tempo seco e primavera

Na primavera, o pólen das flores está no ar e é uma causa bastante comum para a conjuntivite. Os olhos ficam vermelhos, inchados e com secreções.

Só em um hospital de Belo Horizonte houve um crescimento de 70% nos casos da doença. Clínicas de São Paulo e do Rio de Janeiro também registraram aumento nos casos.

O oftalmologista Emerson Castro tirou dúvidas sobre os tipos de diferentes da conjuntivite no Bem Estar dessa terça-feira (15).

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, a pele que recobre a parte branca dos olhos. Os sintomas são sensação de areia nos olhos, lacrimejamento e secreção.

Tipos de conjuntivite

Basicamente, são três tipos de conjuntivite: viral, bacteriana e alérgica.

As virais são causadas por vírus e são as mais agressivas. Os sintomas são mais intensos e pode durar de 2 a 3 semanas.

A bacteriana é causada por bactéria e os sintomas são mais brandos. Geralmente dura uma semana e os sintomas vão melhorando com o passar dos dias. Costuma ter mais remela que as outras.

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A alérgica é parecida com as outras, mas há muito mais coceira e vermelhidão. Acomete pessoas alérgicas.

A transmissão da conjuntivite pode ser de forma direta ou indireta: um abraço ou beijo no rosto; usando a mesma toalha ou travesseiro e até um sabonete pode transmitir (o vírus fica vivo por um tempo ali). Usa lente de contato? Então descarte as lentes e a caixinha.

O tratamento

Na maioria das vezes não tem tratamento específico, o que deve ser feito é:

  • Isolamento (não ir trabalhar ou à escola para não transmitir)
  • Compressa com água filtrada gelada ou soro fisiológico
  • Colírio lubrificante (não usar os colírios que são remédios sem prescrição)

Alerta! Se a pessoa já estiver há 7 dias com o olho ruim, sem melhora, é sinal de alerta para procurar um médico para não ter sequelas.

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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