Saúde
Brasil tem 5.191 casos de sarampo confirmados desde maio
O Brasil teve 5.191 casos de sarampo confirmados desde maio, aponta balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta quarta-feira (25). A circulação do vírus está ativa em 18 estados e no Distrito Federal.
O governo vai realizar entre 7 e 25 de outubro uma primeira etapa da campanha de vacinação, com foco nas crianças de seis meses a menores de 5 anos de idade. A segunda etapa vai ocorrer entre 18 e 30 de novembro, tendo a população de 20 a 29 anos de idade como público alvo.
Neste período, o país teve 32.036 casos notificados, sendo que 4,5 mil foram confirmados, 21.711 ainda estão sob investigação e 5,8 mil foram descartados. Segundo o balanço federal, o número de mortes permanece o mesmo: foram 4 vítimas (três em São Paulo e uma em Pernambuco).
Entretanto, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou nesta quarta-feira (25) mais duas mortes por sarampo na cidade de São Paulo: uma mulher de 31 anos, sem histórico de vacinação, e um bebê do sexo masculino, de 26 dias. No total, cinco pessoas já morreram no estado por complicações da doença em 2019, o que não acontecia desde 1997.
O estado de São Paulo é o que concentra o maior número de casos.
“A orientação é que caso apresentem os sintomas – febre, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza, conjuntivite – que informem ao médico também o histórico de viagem, porque isso vai ajudar o médico a fazer uma relação se aqueles sinais e sintomas apresentados podem ter relação ou não com os casos de sarampo”, disse o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Wanderson Kleber de Oliveira.
Surto no Brasil
Antes considerado um país livre do sarampo, o Brasil perdeu o certificado de eliminação da doença concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em fevereiro deste ano, após registrar mais de 10 mil casos em 2018. O surto aconteceu principalmente nos estados de Amazonas e Roraima.
Durante as décadas de 1970 e 80, o sarampo ainda era umas das principais causas de mortalidade infantil no Brasil. A partir de 1999, o país não registrou mais mortes pela doença, o que só voltou a ocorrer em 2018.
Bem Estar
Saúde
MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.
Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.
A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.
“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.
O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.
Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.
O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.
Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.
As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.
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