Saúde
Bebê de 8 meses morre com suspeita influenza na UTI do Pronto-Socorro de Cuiabá
Uma bebê, de apenas 8 meses, morreu nessa quinta-feira (14) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Pronto-Socorro de Cuiabá. A suspeita é de que a morte tenha sido provocada pelo vírus da gripe influenza, ou seja, pode ser H1N1, H3N2 ou Influenza B.
A menina é moradora de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, e estava internada na capital há 3 dias. A criança estava no PSMC depois de ser transferida do Hospital Regional de Sorriso.
Mesmo ainda não tendo a confirmação do vírus influenza, a menina já estava tomando medicação para combater a doença.
Segundo a secretaria municipal de saúde, o exame para confirmar ou descartar a suspeita já foi solicitado e o material recolhido da bebê já está sendo analisado.
A família dessa bebê, de acordo com o segundo o secretário de saúde do município, Luis Fábio Marchioro, já está sendo monitorada e imunizada já que o vírus passa pelo contato físico.
Cáceres
A Vigilância Epidemiológica do município também está acompanhando a situação de um segundo bebê, com menos de 50 dias, que foi transferido de Sorriso para uma unidade em Cáceres, a 220 km da capital.
Mas nesse caso, os exames iniciais apontaram para uma pneumonia e o diagnóstico de H1N1 estaria praticamente descartado.
De qualquer forma, foram coletados materiais das duas bebês e enviados pra análise em um laboratório.
Outro lado
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso disse que ainda não foi notificada sobre esses dois casos suspeitos de Sorriso.
Afirmou que houve apenas um caso, de um morador de Água Boa, a 736 km da capital, e que ele já se recuperou e teve alta médica.
G1 MT
Saúde
Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.
Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.
O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.
Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.
Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.
Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.
A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.
O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.
Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.
Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.
Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.
Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.
Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.
*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
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