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Saúde

Aposentadoria é muito mais do que parar de trabalhar

Se você fizer uma busca na internet, a palavra aposentadoria vem acompanhada de imagens de homens e mulheres de cabelos grisalhos, quase sempre esbeltos, fazendo surfe, andando de moto, dançando numa praia deserta e uma série de bobagens difíceis de encontrar no mundo real. Na vida como ela é, de acordo com a professora Teresa Amabile, da Harvard Business School, os primeiros meses fora do ambiente profissional podem envolver uma crise existencial de contornos até dramáticos.

Sob seu comando, um time de pesquisadores entrevistou, durante quatro anos, 120 profissionais de diferentes partes dos Estados Unidos a respeito da sua visão sobre sair de cena. O estudo mostrou que, no começo, havia uma sensação de relaxamento e bem-estar com a nova situação, que logo deixava de existir – o que surpreendia a maioria. “As pessoas que planejam a aposentadoria focam apenas no aspecto financeiro, esquecendo-se de que este é também um exercício psicológico e que envolve seus relacionamentos. Temos que pensar em quem queremos ser quando nossa carreira formal terminar”, afirma a professora, que, aos 69 anos, se encontra nesse período de transição e atualmente tem uma carga horária menor.

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Segundo a professora Teresa Amabile, que apresentou os resultados preliminares do levantamento no encontro anual da Academy of Management, é importante construir o que chama de “ponte de identidade”. Entre os entrevistados, muitos que tinham netos passaram a dar mais assistência aos filhos, cuidando das crianças e adolescentes ou ajudando nos deveres de casa. Havia os que redescobrem antigas paixões, como desenhar, pintar, ou fazer marcenaria. Alguns revisitaram sua trajetória em profundidade, concluindo que não sentiam qualquer prazer na antiga ocupação, e dessa forma superaram o “luto” da perda do sobrenome corporativo. Abrir um pequeno negócio ou dedicar-se a trabalho voluntário foram outras alternativas citadas. Ela diz que as empresas poderiam ajudar no processo, criando uma espécie de ritual para a despedida do empregado que mostrasse como seu trabalho foi apreciado: “se a companhia trata as pessoas com dignidade e respeito, indicando que elas são valorizadas, isso tem um efeito positivo na transição”.

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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