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Saúde

A rã que pode ser usada como teste de gravidez

Lancelot Hogben era um zoólogo que costumava injetar várias substâncias em animais, principalmente hormônios, para ver como eles reagiam.

Após um desses experimentos, ele descobriu acidentalmente que a injeção de hormônios da gravidez nesses animais os estimulava a botar ovos.

Maureen Symons se lembra de receber os resultados de um exame de gravidez feito com uma rã Xenopus nos anos 1960.

“Tenho uma imagem na minha cabeça de, pelo meno menos duas vezes, um médico de avental branco chegar e dizer, satisfeito, ‘Você está grávida – as rãs puseram ovos'”, diz ela à BBC.

Os exames Xenopus não estavam disponíveis para o público geral. Eles eram usados em casos médicos urgentes – para distinguir, por exemplo, o desenvolvimento de um feto do crescimento de um tumor.

Maureen teve dois abortos, e só as rãs lhe deram um diagnóstico eficaz.

“Hoje percebo que fui bastante privilegiada por fazer todos esses exames”, ela diz.

Ponto de vista

O historiador da medicina Jesse Olszynko-Gryn, da Universidade de Strathclyde, na Escócia, diz que embora a ideia soe estranha para nossos ouvidos modernos, o princípio do teste é idêntico ao de um exame caseiro. A diferença é a forma como conversamos sobre gravidez.

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Ele diz que, nos anos 1930, o termo gravidez era raramente mencionado nos jornais, por ser considerado “muito biológico e um pouco rude”.

Para o historiador, o teste da rã deu visibilidade à gravidez.

“Fazer exames de gravidez é parte da criação dessa nova cultura em que vivemos hoje que realmente tornou a gravidez, o parto e a reprodução tão visíveis publicamente.”

As rãs acabaram ficando em paz quando os primeiros exames caseiros começaram a ser desenvolvidos, nos anos 1970.

BBC

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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