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Saúde

78% das crianças brasileiras se mexem menos do que é recomendado pela OMS

Uma pesquisa mostrou que 78% das crianças brasileiras não fazem o mínimo de movimento recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de pelo menos uma hora por dia.

Criança que fica muito tempo parada pode ter dificuldade para desenvolver habilidades como equilíbrio, coordenação motora. E as crianças brasileiras são as que mais passam o tempo de suas vidas em algum tipo de tela (celular, computador, tablet, televisão).

Além de prejudicar as habilidades, a falta de movimento pode também acarretar na obesidade. Cerca de 14% das crianças brasileiras na faixa etária de 5 a 9 anos são obesas e 33,5% têm excesso de peso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

E quanto tempo as crianças e os adolescentes devem passar em frente as telas? O recomendado pela OMS é de, no máximo, três horas por dia. As crianças e adolescentes brasileiros gastam, em média, cinco horas nas telas. “Uma medida simples é estimular seu filho a jogar um pouco em pé. A cada hora no videogame, 10 a 15 minutos em pé, já quebra esse tempo tão sedentário”, explica o preparador físico, Marcio Atalla.

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Diminuir esse tempo em frente às telas também diminui o sedentarismo. O tempo de atividades físicas praticadas na infância deve ser em torno de 300 minutos por semana, o que significa pouco mais de 40 minutos todos os dias. “As atividades estimulam o corpo e o cérebro, melhoram a concentração e a aprendizagem. Tem uma série de benefícios”, alerta Atalla.

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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