Política
Seven Mônica faz show gratuito na Praça da Mandioca neste sábado (21)
A cantora Seven Mônica, reconhecida por cantar na noite cuiabana, fará um show especial neste sábado (21), às 20 horas, na Praça da Mandioca, com entrada gratuita. O espetáculo trará repertório nacional e mistura MPB com forró, por exemplo. A iniciativa foi contemplada no edital Viver Cultura de 2022, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel/MT), por meio do Instituto Saberes, e tem apoio da Superintendência de Integração, Cidadania e Cultura da ALMT (Assembleia Social) e da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer de Cuiabá.
O show se chama ‘A Voz da Liberdade’ e a cantora explica que escolheu o tema “justamente para a gente ter voz e ter liberdade de expressão, de cultura, de políticas públicas, de acesso à cidadania, de tudo. É um ato político e, ao mesmo tempo, ato cultural”, explica a anfitriã.
Seven Mônica é uma cantora trans e usa da própria voz como posicionamento em prol da comunidade LGBTQIAP+. É famosa por suas interpretações das divas pop estadunidenses, como Whitney Houston e Mariah Carey.
No show deste sábado, além de MPB e forró, Seven Mônica escolheu um repertório com canções nacionais dos gêneros pop rock, axé, romântico e muito mais. “Vai ter uma canção autoral minha e uma apresentação de uma drag queen”, revela.
“Eu conheço o trabalho da Seven há um tempo e sempre me encantei pelo talento musical, pela afinação, animação, mas, principalmente, pela luta dela para se posicionar como trabalhadora das artes em Mato Grosso. É uma artista local gigante e merece todos os holofotes”, comenta Daniella Paula Oliveira, superintendente da Assembleia Social.
A anfitriã escolheu a Praça da Mandioca como palco por sua característica democrática e de fácil acesso, bem no Centro Histórico de Cuiabá. “Espero todos lá”, convida Seven Mônica.
Mais informações, pelo telefone (65) 9 8175-4394.
Raízes
Seven Mônica é uma cantora trans de sucesso nos bares e restaurantes cuiabanos e começou a carreira cantando em igrejas. As maiores inspirações são as divas pop internacionais e a música preta brasileira, representadas por Ed Motta e Sandra de Sá. Ela já participou de festivais de música popular brasileira por todo o estado de Mato Grosso, a exemplo do consagrado Festival da Canção de Campo Verde (FESCCAM) e de audições no Programa Raul.
Serviço
Show “A Voz da Liberdade”, com Seven Mônica
Data: Sábado (21), às 20h30
Local: Praça da Mandioca, em Cuiabá
Entrada gratuita
Mais informações: 65 9 8175-4394
Fonte: ALMT – MT
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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