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Projeto que proíbe criar animais para a extração de pele é aprovado pela ALMT; deputado diz que ‘prática é violenta e desumana’

Criação de jacarés em Cáceres — Foto: Secom-MT/Assessoria

Os deputados aprovaram em segunda votação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (2), o projeto de lei que proíbe a criação de animais para a extração de peles, no estado.

A proposta segue para a sanção do governador Mauro Mendes (DEM) e, se sancionada, quem descumprir a lei será multado.

Autor do projeto, o deputado Max Russi (PSB) apresentou como justificativa que a indústria de peles sacrifica milhões de animais e que a extração de peles de animais é uma das práticas mais desumanas realizadas atualmente pela indústria têxtil.

“Nem mesmo as espécies protegidas ou animais domésticos estão livres de tal crueldade que

Deputado Max Russi (PSB) argumentou que prática é cruel — Foto: ALMT

faz da moda que usa peles de animais imoral e injustificável. Muitas pessoas não têm conhecimento do processo cruel ao quais os animais passam para se tornarem um casaco ou souvenir de pele, mas não há como negar que a indústria de pele é violenta, isto porque muitos animais que são reduzidos a artigos a artigos de vestuários levam uma vida de privação, sofrimento e morte”,

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argumentou.

Conforme o projeto, caso o animal for doméstico, ele deverá ser resgatado e doado a entidades de defesa e proteção que tenham mais de um ano de constituição e funcionamento ou a particulares, que obedeçam critérios de autoridade pública.

Em Mato Grosso, a criação de jacaré em cativeiro começou há aproximadamente três décadas, para a venda de pele e carne. Os grandes compradores da produção são a Europa e a América do Norte.

Em Cáceres, na região noroeste do estado, os fazendeiros se uniram e montaram uma cooperativa para a criação de jacarés em cativeiro.

G1 MT

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Cidades

“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.

Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.

“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.

Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.

“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.

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Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.

“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.

Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.

Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.

Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.

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