Política
“Primeira-dama de MT usa sua posição política e social para ajudar as mulheres e esse foco é inspirador”, afirma presidente de conselho de mulheres dos Emirados Árabes
Virginia Mendes apresentou os programas SER Família, sendo a única primeira-dama do país convidada a falar durante a COP 28.

Após a apresentação dos programas SER Família, durante a COP 28, em Dubai, a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, conheceu a presidente do Conselho de Mulheres de Negócios dos Emirados Árabes Unidos, Farida Kamber Al Awadhi, que declarou ter ficado orgulhosa das iniciativas desenvolvidas pela primeira-dama no Estado.
“Fiquei muito orgulhosa de receber o convite da primeira-dama para estar na sua apresentação e poder conhecê-la pessoalmente. O foco da primeira-dama é a mulher e é inspirador saber que ela também usa sua posição, tanto política quanto social, para ajudar as mulheres de seu Estado. Por isso, desejo que seja uma relação de longo prazo”, afirmou Farida, que também promove projetos sociais e de empreendedorismo para mulheres árabes.
O contato entre as duas ocorreu por meio da embaixatriz da Síria, Cláudia Abbas, que nasceu em Mato Grosso. “Tinha convidado a primeira-dama para participar de um encontro de mulheres de negócios, em março, promovido por Farida, mas infelizmente, por questão de saúde da Virginia, esse encontro entre elas não foi possível. Agora, elas se conheceram e acredito que será bastante promissor para as mulheres do nosso Estado, pois Farida também é muito focada em ajudar as mulheres”.
A presidente do conselho de mulheres árabes afirmou ter ficado ansiosa para conhecer Mato Grosso. Durante o encontro, ela teve contato com a comitiva de indígenas pareci, que acompanha a delegação mato-grossense na COP.
“Estou ansiosa para conhecer o estado de Mato Grosso e muito feliz de poder conhecer os indígenas, que eu não conhecia e pude ver que são um povo com uma cultura muito rica e linda”, disse ela.
Um novo encontro ainda irá ocorrer em Dubai essa semana. “Fiquei muito feliz com o convite da presidente e de saber que ela também quer estreitar relações. Também é muito gratificante ter o reconhecimento de uma mulher do mundo árabe, que sabe o que estamos fazendo em nosso Estado, pois nos mostra que estamos no caminho certo de ajudar as mulheres que mais precisam”, comentou Virginia.
Apresentação em Dubai
A primeira-dama apresentou os programas SER Família, SER Família Mulher e SER Família Indígena, em um painel durante a COP 28, na segunda-feira (04.12).
Virginia é a única primeira-dama convidada a falar de programas sustentáveis de Mato Grosso em uma COP e é madrinha dos povos indígenas. Os programas foram idealizados por ela e são executados pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania.
Ela explicou que o programa SER Família atua com a transferência de renda para famílias vulneráveis, garantindo segurança alimentar. No caso do SER Família Mulher, as mulheres são incentivadas a buscar cursos de qualificação, por meio do SER Família Capacita, e também são atendidas de forma transversal em diversas outras áreas, como o empreendedorismo com abertura de linhas de crédito pela Desenvolve MT, auxílio moradia e atendimento psicológico e social.
Já o SER Família Indígena atende as comunidades com a transferência de renda e segurança alimentar, promovendo autonomia aos povos.
Delegação de MT
Fazem parte da comitiva mato-grossense os indígenas Andriele Nezokenazokero, Alex Onaezokemae, Valdirene Zakenaezokero, Dejanira Quero, Pedro Paulo Onaezokemae e Ivo Zokenazokemae.
E também os deputados estaduais Paulo Araújo e Max Russi, a prefeita de Jaciara, Andreia Wagner, o prefeito de São José do Xingu, Dr. Sandro, e a primeira-dama do município, Suelen Rodrigues, o procurador-geral de Contas, Alisson Alencar, e a esposa dele, Cristiane Obregon, os secretários de Estado Mauren Lazaretti (Meio Ambiente), Grasielle Bugalho (Assistência Social e Cidadania) e César Miranda (Desenvolvimento Econômico), o presidente do Instituto Mato-grossense da Carne, Caio Penido e o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso, Silvio Rangel.
A primeira-dama Virginia Mendes custea todas as despesas da viagem com recursos próprios.
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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