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Pivetta garante estar pronto para assumir Mato Grosso se Mauro disputar o Senado: “Temos equipe titular e reserva”

Segundo o vice-governador, outras mudanças no staff devem ocorrer, pois pelo menos cinco secretários devem deixar a gestão para também disputar as eleições deste ano.

O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), garantiu, hoje (13), que está preparado para assumir o Estado, caso o governador Mauro Mendes (União Brasil) decida se afastar para disputar o Senado, em outubro.

Pivetta afirmou que a gestão conta com um time titular e um reserva e por isso não passará por imprevistos.

“Depende do Mauro Mendes, mas estou preparado, pronto. Durante esse tempo assumi diversas vezes interinamente. O Governo do Estado tem uma equipe formada, temos titulares e temos reservas. Criamos um ecossistema no serviço público composto por pessoas competentes em todas as áreas e temos opções dentro de cada área”, disse.

Segundo o vice-governador, outras mudanças no staff devem ocorrer, pois pelo menos cinco secretários devem deixar a gestão para também disputar as eleições deste ano.

“Temos opções dentro de cada área para aqueles lugares que vão vagar pela renúncia de alguns secretários que pretendem concorrer nesse pleito de outubro. Está tudo previsto e sem nenhuma dificuldade, nós vamos dar sequência e continuar esse trabalho que a sociedade mostra que está satisfeita, nós vamos continuar e aperfeiçoar”, ressaltou.

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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