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Funcionários da embaixada brasileira nos EUA ficam aliviados com desistência de Eduardo

Funcionários da embaixada brasileira em Washington (EUA) ficaram aliviados com o fato de o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, ter desistido de ser indicado pelo pai para o cargo de embaixador no país.

O anúncio aconteceu na noite desta terça-feira (22) em meio à crise que atinge o PSL, na qual ele está envolvido. Isso porque o grupo aliado a Bolsonaro conseguiu colocar Eduardo no posto de líder do partido, destituindo o deputado Delegado Waldir (PSL-GO), da ala ligada ao presidente do PSL, Luciano Bivar.

Segundo o blog apurou, os diplomatas brasileiros viam a indicação do filho de Jair Bolsonaro como um grande demérito à carreira. Até piadas sobre o qualidade do inglês de Eduardo circulavam entre os profissionais da área diplomática.

A desistência de Eduardo abriu caminho para a indicação do diplomata Nestor Forster para o cargo de embaixador nos Estados Unidos.

Conforme relatos obtidos pelo blog, o atual quadro de funcionários na embaixada é formado justamente por profissionais indicados por Foster.

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“Todo mundo fala da competência dele, inclusive porque ele já trabalhou no posto. Todos estão felizes com o desfecho do caso”, afirmou ao blog um funcionário da embaixada.

“Na Embaixada, hoje, quem está lá é tudo apadrinhado do Foster. É a equipe que ele estava montando para ser embaixador, até vir a bomba da indicação do Eduardo Bolsonaro”, acrescentou.

G1 Política

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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