Política
Deputado Thiago Silva reforça cobrança sobre a Energisa
Thiago na plenária da AL
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
O deputado Thiago Silva (MDB) fez um pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa, na sessão plenária de quinta-feira (30), para cobrar novamente uma resposta da Energisa para os diversos problemas apresentados pela concessionária no atendimento dos municípios e distritos de Mato Grosso.
De acordo com o deputado, semanalmente chegam denúncias em seu gabinete falando sobre problemas de falta de luz, extensão da rede, oscilações de energia e demora na prestação do atendimento para os consumidores que pagam caro em suas contas todo mês.
O deputado cobrou compromisso e responsabilidade da Energisa com a população de Mato Grosso. “É inadmissível o cidadão pagar caro para ter energia em sua residência e a concessionária prestar um atendimento falho e ineficaz em várias regiões de Mato Grosso. Recebo praticamente todo dia no Whatsaap reclamação, seja da região sudeste, noroeste, Araguaia, nortão e até da Baixada Cuiabana. Vamos cobrar um relatório que responsabilize a Energisa e cobre soluções definitivas para atender moradores das cidades e também dos mais de 500 assentamentos no Estado”, disse Thiago Silva.
Segundo Suelen Cristina, empresária do bairro da Manga, em Várzea Grande, sempre que chove ocorrem oscilações de energia e, muitas vezes, sua empresa acaba perdendo e queimando equipamentos como computadores e televisores, devido a problemas com a rede de energia.
Thiago Silva, que é vice-presidente da CPI da Energisa, defendeu durante a sessão legislativa que o relator da Comissão e o presidente apresentem o quanto antes o resultado final das apurações. Thiago Silva já garante que irá votar pela responsabilização da Energisa, que não tem cumprido seu papel em vários municípios e distritos rurais.
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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