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Deputado garante recurso para projeto de reservatório de água de Quatro Marcos


Foto: Marcos Lopes

Resolver a crise hídrica da população de São José dos Quatro Marcos.  É para essa resolução que o deputado Dr. Gimenez (PV) destinou emenda parlamentar de R$100 mil. O recurso será aplicado no desenvolvimento do projeto de um reservatório de água, aguardado há mais de oito anos pela população. “ São anos de sofrimento com o problema da falta d’água, que, agora, será sanado”, garante o parlamentar.

O projeto inicial prevê um reservatório com capacidade de 400 mil litros, que será construído no bairro Jardim Paula II. “ O primeiro projeto foi desenvolvido em 2013. Já se passaram quase oito anos. Por isso, a capacidade do reservatório está sendo novamente estudada. A equipe fará esse novo mapeamento dos habitantes e da área para construção. Isso é importante, pois em um ano a realidade da região pode mudar. Não queremos entregar uma obra que, após meses, não atenderá as necessidades das famílias”, explica.

A construção do reservatório faz parte do pacote de obras garantido pelo deputado, neste ano, para a região oeste. Junto com o reservatório, a população receberá também a duplicação da MT-175 e a pavimentação da MT-339. A emenda de R$850 mil, para as duas obras de infraestrutura, já foi destinada. Os projetos serão desenvolvidos pelo Consórcio Complexo Nascentes do Pantanal.

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Fonte: ALMT

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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