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Política

Damares diz que tentará ‘até o último minuto’ manter Funai nos Direitos Humanos

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, disse nesta sexta-feira (10) que insistirá até o “último minuto” para manter a Fundação Nacional do Índio (Funai) em seu ministério.

No governo Bolsonaro, a Funai passou a ser subordinada ao ministério de Damares. Mas o relator da medida provisória da reforma ministerial, Fernando Bezerra (MDB-PE), incluiu no parecer aprovado pela comissão especial que analisa a MP o retorno do órgão para o Ministério da Justiça. A alteração ainda precisa ser aprovada pelos plenários da Câmara e do Senado.

“Ainda vou continuar brigando. Até o último minuto, lá no plenário. […], conversando com parlamentares, convencendo que é melhor ficar comigo. Eu ainda vou brigar muito por isso”, afirmou.

Mesmo diante da possibilidade de perder o comando da Funai, a ministra afirmou que as políticas públicas direcionadas aos índios serão executadas, independentemente do ministério escolhido.

“Não importa onde o órgão estiver. A política e o que o presidente da República quer para os índios do Brasil […] vão acontecer [com] a Funai estando lá no MJ ou estando aqui comigo. Ou com papai Moro ou com mamãe Damares, os índios serão protegidos no Brasil”, disse.

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A ministra deu as declarações após o evento de lançamento da nova edição do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Decreto sobre armas

A ministra falou a respeito do decreto sobre armas, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro na terça-feira (7), que permite a adolescentes praticarem aulas de tiro se os pais estiverem acompanhando. A ministra diz não ver problema.

O decreto altera a legislação para que menores façam aulas de tiros. Antes, era necessária uma autorização judicial. Agora, para que o menor aprenda a atirar, é necessário somente uma autorização dos responsáveis e que o curso seja em um local autorizado pelo Comando do Exército.

Ela disse não ver problemas na medida. “É muito temeroso dizer que o pai que vai levar o filho para aprender a atirar está preparando esse filho para ser um matador. Eu acho que não é por aí”, declarou.

G1 Política

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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