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Comissão de Relações Internacionais atenta à geração de energia limpa e reciclagem de resíduos em MT

Em reunião realizada na tarde de terça-feira (11), representantes de empresas atuantes nos segmentos energético e de reciclagem de resíduos tiveram as portas abertas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) pela Comissão de Relações Internacionais, Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Institucional.

Conduzida pelo deputado Gilberto Cattani (PL) – que preside a comissão -, a reunião também contou com a presença do vice-presidente, deputado Júlio Campos (União) e Wilson Santos (PSD).

Em pauta, projetos para geração de “energia limpa” e transformação de pneus velhos em óleo combustível – representantes de empresas interessadas em fazer investimentos em Mato Grosso puderam explanar perspectivas econômicas e ambientais dos empreendimentos planejados.

INVESTIMENTOS – Já com memorando de entendimento chancelado pelo Parque Tecnológico de Mato Grosso – ligado à Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secitec/MT) -, a empresa Verdcorp Ltda apresentou aos parlamentares projeto para construção de planta geradora na capital, com aproveitamento do gás fornecido pela Bolívia, por intermédio da MT Gás.

Já a Rio Novo Venture – que irá erguer a maior parque multimodal para geração energética do Brasil, em Araraquara (SP) – detalhou a intenção de expandir atuação em Mato Grosso, com projeto para instalação de planta geradora no município de Campo Verde.

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Por sua vez, representante da Ecorf – empresa italiana atuante na indústria de reciclagem e transformação de pneus descartados – expôs a tecnologia para produzir óleos combustíveis a partir deste resíduo específico, um dos vilões da degradação ambiental, além de criadouro para o mosquito Aedes aegypt, mosquito vetor de transmissão da dengue e outras doenças.

Fonte: ALMT – MT

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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