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Política

Câmara instala comissão especial para discutir a reforma da Previdência

Resumo

  • Marcelo Ramos (PR-AM) é presidente da comissão. Samuel Moreira (PSDB-SP) fica com o cargo de relator.
  • Comissão terá a responsabilidade de debater o conteúdo da proposta, que é uma das principais apostas do governo para a recuperação das contas públicas do país.
  • Na terça (23), a reforma recebeu o aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para continuar tramitando na Casa.

Acompanhe

A sessão de hoje confirmou os nomes de Marcelo Ramos (PR-AM) e de Samuel Moreira (PSDB-SP), como presidente e relator da comissão.

Em um breve discurso, Ramos disse que seguirá as regras regimentais na condução das atividades da comissão e que irá respeitar os partidos de oposição.

“Procuraremos fazer uma condução equilibrada na certeza de que a garantia do que determina o regimento vai orientar os nossos trabalhos”, disse.

O relator afirmou que a reforma da Previdência é uma questão de responsabilidade fiscal, e também deve levar em conta justiça social.

“A Previdência é um direito social, porém uma responsabilidade fiscal. Vamos trabalhar dentro de duas premissas”, disse Moreira.

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O presidente da comissão, deputado Marcelo Ramos, comunicou que próximo encontro será em 7/5, a partir das 14h30.

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Sessão foi encerrada.

Marcelo Ramos indica o deputado Samuel Moreira, do PSDB de São Paulo, para a função de relator.

Votação confirma o nome de Marcelo Ramos, do PR do Amazonas, para presidir a comissão. Ele assume agora o comando da sessão.

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Está aberta a votação para presidente da comissão.

Eleições dos membros da mesa será feita por voto secreto e sistema eletrônico, esclarece o deputado Mauro Lopes (MDB-MG).

A comissão especial terá a responsabilidade de debater o mérito (conteúdo) da proposta, que é uma das principais apostas do governo para a recuperação das contas públicas do país.

há 4 horas

A relatoria caberá ao deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), mas que ainda terá que ser formalmente designado por Ramos.

Após acordo entre os partidos, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou que a comissão será presidida pelo deputado Marcelo Ramos (PR-AM). No entanto, o regimento da Câmara exige que seja feita uma eleição para oficializar a escolha do presidente, que deverá acontecer ainda hoje. Até a eleição, os trabalhos serão conduzidos pelo deputado Mauro Lopes (MDB-MG) por ser o parlamentar com o maior número de mandatos entre os integrantes já indicados.

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Deputados discutem no início da sessão.

G1
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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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