Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Política

AL aprova lei que obriga compra de produtos de agricultura familiar

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Por unanimidade, o Plenário da Assembleia Legislativa aprovou, em segunda votação e, portanto, em caráter definitivo na ALMT, o projeto de lei (PL 258/2020) de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSDB) que autoriza o governo do estado a adquirir prioritariamente alimentos da agricultura familiar e de pescadores artesanais enquanto vigorar o reconhecimento, pelo Executivo, de situações de emergência e calamidade pública. O texto será remetido ao governador Mauro Mendes (DEM) para sanção e, somente após isso, sua publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) o colocará em vigor.

O parlamentar ressalta que trabalhadores dedicados à agricultura familiar foram fortemente afetados pela pandemia do coronavírus (Covid-19). Diante disso, a proposta da lei surge como alternativa para garantir aquecido o setor da economia mato-grossense responsável pelo abastecimento de diversas comunidades carentes.

“Os profissionais da agricultura familiar sentem mais intensamente as consequências dramáticas dessa pandemia. Essa lei contempla uma importante categoria da economia mato-grossense e beneficia diversas famílias. A Assembleia Legislativa teve sensibilidade social ao aprovar essa matéria”, comentou o deputado.

Leia Também:  Gabriela Hardt prorroga prisões de sobrinho de Walter Faria e mais dois investigados da 62ª fase da Lava Jato

 

 

ALMT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

Leia Também:  Xuxu Dal Molin é homenageado com título de cidadão sorrisense

A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

Leia Também:  Deputado Thiago Silva viabiliza cobertura da quadra de esporte para escola de Rondonópolis

Fonte Folhamax

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA