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AGU anuncia recuperação de R$ 6 bilhões para os cofres públicos com seis acordos de leniência

O advogado-geral da União, André Mendonça, anunciou nesta sexta-feira (5) que a União vai recuperar R$ 6,06 bilhões para os cofres públicos em razão de acordos de leniência fechados com seis empresas: Odebrecht, Andrade Gutierrez, UTC Engenharia, Bilfinger, MullenLowe e SBM Offshore.

Os acordos foram fechados desde 2017 e atualmente estão em fase de pagamentos dos valores.

Acordos de leniência são como acordos de delação assinados por empresas que reconhecem ter cometido irregularidades e crimes.

Segundo o ministro, os valores se referem ao lucro que empresas tiveram com obras ou contratos fraudados, multas e devolução de valores pagos a título de propina. Do total previsto nos seis acordos, R$ 1,3 bilhão já está nos cofres públicos e o restante deve ser devolvido ao longo dos próximos 20 anos.

Atualmente, informou André Mendonça, estão em discussão na AGU e na Controladoria Geral da União (CGU) 20 acordos que podem levar à recuperação de R$ 25 bilhões.

“A expectativa é de que cinco acordos sejam fechados neste ano. São empresas de diversas áreas, como infraestrutura, educação e saúde. Os nomes não podem ser revelados por conta do sigilo”, afirmou a jornalistas durante entrevista em que fez um balanço de cem dias da AGU do governo Jair Bolsonaro.

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A AGU é um órgão que atua na defesa jurídica de todos os entes da União – Executivo, Legislativo e Judiciário. O ministro que comanda o órgão é vinculado ao governo federal.

G1 Política

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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