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Polícia conclui inquérito e indicia motorista e sobrevivente de atropelamento que matou 2 jovens na saída de boate em Cuiabá

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o acidente ocorrido na Avenida Isaac Póvoas, em dezembro do ano passado, em Cuiabá, quando três jovens foram atropelados e dois deles morreram.

A conclusão do inquérito foi divulgada nessa segunda-feira (23).

Foram indiciadas a professora universitária Rafaela Screndi da Costa Ribeiro, que conduzia o veículo e que estaria embriagada, e Hya Giroto Santos, de 21 anos, que sobreviveu ao acidente.

Elas serão interrogadas novamente, agora como indiciadas.

O delegado titular da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), Christian Cabral, afirmou que os dois laudos produzidos durante o inquérito apontam que a motorista do carro que atropelou os jovens tinha plena visibilidade da presença das vítimas Myllena de Lacerda Inocêncio, que morreu no local do acidente, e Ramon Alcides Viveiros, que morreu após ficar internado em um hospital de Cuiabá, já parados sobre a faixa de rolamento na qual seguia.

Além disso, Rafaela não teria reduzido a velocidade de seu veículo, como outros que passaram pelo local anteriormente teriam feito, e nem teria realizado qualquer manobra para evitar o atropelamento.

Já Hya Giroto foi indiciada porque após Myllena e Ramon estarem a dois metros de concluírem com segurança a travessia da pista, ela teria voltado para a faixa central para dançar, quando Myllena e Ramon viraram de costas aparentemente para ver o que Hya estava fazendo.

Eles teriam permanecido nesta posição, sem condições de perceberem a aproximação do veículo conduzido por Rafaela e consequentemente de terem condições de esboçarem qualquer reação, até o momento do acidente.

Laudos

A Perícia de Trânsito, realizada no local no acidente, logo após a ocorrência do fato levou em consideração os vestígios encontrados na ocasião.

Como, as medições da posição do local do atropelamento e a posição de repouso das pessoas atingidas, as trajetórias dos corpos pós-colisão, e a projeção das vítimas com o impacto do veículo.

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O resultado obtido, através do cálculo de velocidade com base nesses elementos, foi que o veículo estava a 54 km/h, com margem de erro de 4 km/h para mais ou para menos, no momento em que atingiu as vítimas.

O laudo pericial evidenciou que o fator humano, relacionado aos comportamentos do condutor do veículo atropelador e das pessoas atropeladas, contribuiu para o acidente.

O diretor metropolitano de Criminalística, Emivan Batista de Oliveira, avalia que os resultados das perícias demonstram a autonomia entre as gerências de perícias de trânsito e de áudio e vídeo, que trabalham com base em diferentes vestígios e tecnologias.

“O objetivo da perícia criminal é buscar a materialidade de um crime utilizando-se, para isso, do conhecimento científico, por meio de metodologias e técnicas adequadas para a análise de cada vestígio. No caso da perícia de trânsito, o cálculo de velocidade é realizado a partir de medições no local da ocorrência, já a perícia de áudio e vídeo, neste caso, buscou elementos e variáveis a partir de imagens, que são trabalhadas em equipamentos e softwares específicos que convergiram para o resultado final”, explicou.

Os laudos periciais foram anexados ao inquérito policial, dando seguimento às investigações.

O acidente

O acidente que deixou um morto no local e dois gravemente feridos encaminhados ao hospital ocorreu por volta às 5h50, do domingo, 23 de dezembro passado, em frente a uma casa noturna de Cuiabá.

A motorista do carro Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, 33 anos, na ocasião, foi presa em flagrante e autuada no plantão da Polícia Civil nos crimes de homicídio culposo na direção de veículo e lesão corporal culposa na direção de veículo. Ela foi conduzida para audiência de custódia, onde foram adotadas medidas cautelares e aplicada fiança pelo juiz. A motorista pagou o valor da fiança e foi posta em liberdade no dia seguinte, 24 de dezembro.

O acidente vitimou no momento da colisão a universitária Myllena de Lacerda Inocêncio, de 22 anos, deixou gravemente feridos Ramon Alcides Viveiros, 25 anos, que morreu após ficar 5 dias internado, e Hya Giroto Santos, 21 anos, a única sobrevivente do atropelamento.

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A motorista trafegava sentido bairro/centro pela faixa de rolamento da esquerda, quando nas proximidades da casa noturna atropelou Hya Girotto Santos, Ramon Alcides Viveiros e Myllena de Lacerda Inocêncio, ocasionado em lesões corporais graves em ambas as vítimas, os quais foram socorridos pela equipe médica do Samu e encaminhados ao PSM de Cuiabá.

O acidente gerou ainda danos materiais em outro veículo que estava estacionado.

A motorista

A motorista Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, que dirigia uma caminhonete, e causou o acidente responde em liberdade. Ela passou por audiência de custódia na segunda-feira (24) e pagou fiança de R$ 9,5 mil.

Ao ser detida, Rafaela se recusou a realizar o teste do bafômetro e exame de sangue. De acordo com a polícia, ela apresentava sinais visíveis de embriaguez.

Durante a investigação, a polícia teve acesso a ficha de consumação de Rafaela em uma casa noturna. Segundo o estabelecimento, ela teria entrado no local depois de 1h da manhã. Na lista de produtos aparecem seis garrafas de cerveja long neck.

Hya Giroto

Hya é a única sobrevivente do acidente que matou outros dois jovens, em dezembro do ano passado.

A jovem foi internada em coma, passsou por quatro cirurgias e depois teve alta médica.

Dois mortos

Myllena de Lacerda Inocêncio morreu ainda no local de acidente. Ela e outros amigos estavam na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá, por volta de 5h do dia 23 de dezembro, quando foram atingidos por um veículo.

Na sexta-feira (28), o cantor Ramon Viveiros, que estava internado em um hospital particular de Cuiabá, teve a morte cerebral declarada pela equipe médica.

G1

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Policiais militares salvam menina de 7 anos engasgada com moeda

Uma menina de 7 anos foi socorrida por policiais militares após se engasgar com uma moeda, na segunda-feira (14), em Glória D’Oeste, a 304 km de Cuiabá.

De acordo com a Polícia Militar, a criança foi levada pela mãe até a base da corporação em estado crítico, quase inconsciente, sem conseguir respirar e apresentando sinais de asfixia.

A ação dos policiais foi registrada por uma câmera de segurança do local, que flagrou o momento em que os militares realizam as manobras de desengasgo até que a menina recuperasse a consciência.

Conforme relato do pai à polícia, o acidente aconteceu enquanto a criança assistia televisão. Após engolir a moeda, ela correu até os pais, que estavam no quintal da residência, demonstrando dificuldade para respirar.

Uma soldado iniciou imediatamente as manobras de desobstrução das vias aéreas, utilizando a técnica de Heimlich. Um sargento também auxiliou no atendimento, realizando novas tentativas, inicialmente sem sucesso.

Diante da situação, os policiais adotaram outra técnica, inclinando a criança e aplicando compressões nas costas. Com isso, conseguiram retirar parcialmente o objeto, permitindo que a menina voltasse a respirar e recuperasse parte da consciência.

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Como a moeda ainda permanecia alojada na garganta, a criança foi encaminhada à Unidade Básica de Saúde do município. Após avaliação médica, foi constatado que o objeto estava localizado atrás da traqueia.

Diante da gravidade, a menina foi transferida com urgência para o Hospital Regional de Cáceres. Segundo a unidade hospitalar, ela passou por um procedimento de endoscopia digestiva alta, que confirmou e possibilitou a retirada de uma moeda de R$ 1 alojada na garganta

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