Polícia
Polícia Civil realiza terceira etapa do projeto itinerante na Regional de Pontes e Lacerda
O projeto “Coordenadoria de Gestão de Pessoas Itinerante”, desenvolvido pela Polícia Civil, promoveu a terceira edição na quarta-feira (22.06), na Delegacia Regional de Pontes e Lacerda (448 km a oeste de Cuiabá).
A terceira etapa do evento foi direcionada aos servidores das delegacias dos municípios de Comodoro, Vila Bela da Santíssima Trindade, Jauru e Pontes e Lacerda.

O projeto visa buscar a aproximação da Coordenadoria de Gestão de Pessoas com os policiais civis, levando informações sobre os seus produtos, serviços e ações de Prevenção a Saúde e Segurança no Trabalho.
As atividades oferecidas foram: Workshop de Atenção a Saúde Mental, Trabalho de Sensibilização sobre a Importância da Saúde Física e Apresentação dos Produtos e Serviços da Coordenadoria de Gestão de Pessoas.

Durante a ação foram disponibilizados também os serviços de prevenção à saúde, viabilizados por meio de parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Pontes e Lacerda.
Na ocasião foram feitos atendimentos para testes rápidos de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) e Covid19, aferição de pressão arterial e teste glicêmico e orientações ergonômicas e fisioterapêuticas.

Além da avaliação física de Bioimpedância e orientações nutricionais com a nutricionista autônoma Carolina Franco.
O delegado regional de Pontes e Lacerda, Marcos Cezar Farias Lyra, agradeceu a equipe da CGP pela iniciativa pioneira e de extrema importância, em razão do conhecimento transmitido, resolução de dúvidas e questionamentos, haja vista a dificuldade de deslocamento do servidor até a capital.

Segundo Marcos Lyra, ter presença da Coordenadoria de Gestão de Pessoas Itinerante nas unidades policiais do interior do Estado, é pensar no servidor e tentar facilitar os trâmites de acesso à Gestão de Pessoas.
“Nos agradecemos a ação desenvolvida pelas profissionais envolvidos, em especial ao município de Pontes e Lacerda e a Associação do Comercial e Empresarial da cidade, pela parceria indispensável para a realização do evento”, destacou o delegado Regional.
Polícia
Delegado afirma que ‘Angeliquinha’ ordenou 80% dos homicídios de facção em Alta Floresta

Apontada pela Polícia Civil como líder de uma facção criminosa no extremo norte de Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, continuou comandando as atividades do grupo mesmo depois de ser presa e, posteriormente, após fugir do sistema prisional.
A informação foi revelada pelo delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Victor Hugo Caetano de Freitas.
A criminosa foi capturada nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde estava foragida desde agosto de 2025.
Segundo o delegado, mesmo fora do Brasil, Angeliquinha mantinha contato com integrantes da facção que estavam hierarquicamente abaixo dela. Veja vídeo
“Ela é a mandante de 80% dos homicídios praticados por facção criminosa na cidade de Alta Floresta e cidades vizinhas. É uma criminosa de altíssima periculosidade e de atuação muito forte na liderança da facção”, afirmou. Veja outro vídeo
Segundo o delegado, Angeliquinha exercia influência sobre diferentes atividades criminosas, como extorsões a garimpos, tráfico de drogas e controle da entrada e saída de armamentos, principalmente em áreas rurais.
“Ela atua lá na liderança completa, é a mulher que lidera toda aquela região, a líder da facção mesmo. Ela faz extorsões a garimpo, controle de tráfico de drogas, controle de entrada e saída de armamento, sobretudo na região de área rural. Ela é a chefe, ela que comanda tudo”, disse.
Ainda conforme Victor Hugo, a influência de Angeliquinha se estendia para dentro da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, onde ela estava presa antes de fugir, em 17 de agosto de 2025. Segundo ele, mesmo dentro da unidade, ela mantinha posição de liderança sobre outras detentas.
“Ela liderava a organização criminosa mesmo presa, mesmo dentro da cadeia. Ela tinha uma hierarquia de superioridade com as outras detentas ali do presídio Ana Maria do Couto”, afirmou.
Após a fuga, segundo a investigação, Angeliquinha continuou exercendo influência sobre a organização criminosa à distância, mantendo contato direto com integrantes enquanto vivia em Santa Cruz de la Sierra.
A Polícia Civil também investiga qual teria sido a participação dela no tráfico de drogas a partir da Bolívia. De acordo com o delegado, havia indícios de que a foragida desempenhava uma função relacionada à entrada, saída e negociação de entorpecentes.
“Temos convicção de que ela teve uma atuação importante para ter ficado lá em Santa Cruz de la Sierra. Vamos investigar qual era a real atuação e posição dela para ter ficado nessa cidade”, explicou.
Família no crime
Ainda segundo Victor Hugo, familiares de Angeliquinha também teriam participado do esquema criminoso, principalmente no repasse de informações e na lavagem de dinheiro.
Na Operação Showdown, deflagrada em março deste ano, foram presos a filha, o genro e o pai de Angeliquinha. A investigação também resultou em outras medidas contra integrantes do núcleo familiar.
“A família dela não pegava em armas e nem mexia com drogas, mas era envolvida no crime dessa forma: levar informações, lavar dinheiro e atuar como o braço direito dela para a facção na cidade de Alta Floresta”, afirmou.
Conforme o delegado, a filha de Angeliquinha, de 20 anos, movimentou cerca de R$ 20 milhões em dois anos, apesar de não possuir renda compatível com os valores.
A Operação Showdown também apurou movimentações financeiras e a existência de bens de luxo ligados à família. Segundo Victor Hugo, parte dos recursos provenientes das atividades criminosas era utilizada para manter o padrão de vida de Angeliquinha, inclusive durante o período em que permaneceu na Bolívia.
Mais de 260 anos
Angeliquinha acumula mais de 260 anos em condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa, além de ter seis mandados de prisão em aberto.
Ela fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May em agosto de 2025 e foi localizada em Santa Cruz de la Sierra nesta semana, após uma investigação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso e autoridades bolivianas.
No momento da prisão, Angeliquinha apresentou um documento brasileiro falso. Segundo a Polícia Civil, ela também teria realizado mais de cinco procedimentos estéticos, principalmente no rosto, para modificar a aparência e dificultar sua identificação.
Após os procedimentos previstos pela Justiça boliviana, Angeliquinha deverá ser recambiada para Mato Grosso e retornar ao sistema prisional para cumprir as penas impostas pela Justiça. (Midianews)
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