Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Polícia

Polícia Civil prende autora de homicídio em MT investigada por estelionato na Paraíba

Uma mulher com mandado de prisão em aberto por homicídio em Cuiabá e investigada por estelionato eletrônico na Paraíba teve o mandado de prisão preventiva cumprido pela Polícia Civil de Mato Grosso, nesta quinta-feira (26.10), em ação da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá.

A investigada de 45 anos estava com a ordem de prisão decretada pela 1ª Vara Criminal de Cuiabá pelo crime de homicídio, pelo qual era considerada foragida.

A ordem de prisão foi decretada com base em investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que apontaram a investigada como autora do homicídio que vitimou Ataídes Campos Alves, de 65 anos de idade.

O crime ocorreu em outubro de 2022, na residência do casal Altos da Serra, quando a suspeita esfaqueou o seu convivente. A vítima chegou a ser socorrida porém não resistiu aos ferimentos e foi a óbito no dia 13 de novembro no Hospital Municipal de Cuiabá.

A prisão da ¿foragida ocorreu após a Polícia Civil do estado da Paraíba entrar em contato com a Polícia Civil de Mato Grosso relatando que a investigada estava envolvida em crime de estelionato com vítima naquele estado, sendo a responsável por receber valores em sua conta bancária, oriundos de golpes.

Leia Também:  Anuário Estatístico 2021 da Delegacia da Mulher de Cuiabá

Com base nas informações passadas, a equipe da Delegacia de Estelionato com apoio do Núcleo de Inteligência da unidade iniciaram o trabalho investigativo para localização da procurada, sendo realizado diligências em vários endereços vinculados à investigada, porém sem sucesso.

Após cruzamento de informações e checagem de dados, os policiais da Delegacia de Estelionato conseguiram localizar a procurada em uma residência no bairro São Simão em Várzea Grande, onde foi dado cumprimento ao mandado de prisão pelo crime de homicídio.

Após a prisão da suspeita, a equipe da DHPP foi informada sobre o cumprimento do mandado de prisão preventiva pelo homicídio, assim como a Polícia Civil da Paraíba, que solicitou que fosse realizado o interrogatório da investigada pelo crime de estelionato no estado.

Após as providências cabíveis a presa foi encaminhada à Gerência Estadual de Polinter e posteriormente para audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

Propaganda

Polícia

Delegado afirma que ‘Angeliquinha’ ordenou 80% dos homicídios de facção em Alta Floresta

 

Apontada pela Polícia Civil como líder de uma facção criminosa no extremo norte de Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, continuou comandando as atividades do grupo mesmo depois de ser presa e, posteriormente, após fugir do sistema prisional.

A informação foi revelada pelo delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Victor Hugo Caetano de Freitas.

A criminosa foi capturada nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde estava foragida desde agosto de 2025.

Segundo o delegado, mesmo fora do Brasil, Angeliquinha mantinha contato com integrantes da facção que estavam hierarquicamente abaixo dela. Veja vídeo

“Ela é a mandante de 80% dos homicídios praticados por facção criminosa na cidade de Alta Floresta e cidades vizinhas. É uma criminosa de altíssima periculosidade e de atuação muito forte na liderança da facção”, afirmou. Veja outro vídeo

Segundo o delegado, Angeliquinha exercia influência sobre diferentes atividades criminosas, como extorsões a garimpos, tráfico de drogas e controle da entrada e saída de armamentos, principalmente em áreas rurais.

“Ela atua lá na liderança completa, é a mulher que lidera toda aquela região, a líder da facção mesmo. Ela faz extorsões a garimpo, controle de tráfico de drogas, controle de entrada e saída de armamento, sobretudo na região de área rural. Ela é a chefe, ela que comanda tudo”, disse.

Ainda conforme Victor Hugo, a influência de Angeliquinha se estendia para dentro da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, onde ela estava presa antes de fugir, em 17 de agosto de 2025. Segundo ele, mesmo dentro da unidade, ela mantinha posição de liderança sobre outras detentas.

Leia Também:  Família sai de casa para velório de sargento da PM e residência é arrombada por ladrões em MT

“Ela liderava a organização criminosa mesmo presa, mesmo dentro da cadeia. Ela tinha uma hierarquia de superioridade com as outras detentas ali do presídio Ana Maria do Couto”, afirmou.

Após a fuga, segundo a investigação, Angeliquinha continuou exercendo influência sobre a organização criminosa à distância, mantendo contato direto com integrantes enquanto vivia em Santa Cruz de la Sierra.

A Polícia Civil também investiga qual teria sido a participação dela no tráfico de drogas a partir da Bolívia. De acordo com o delegado, havia indícios de que a foragida desempenhava uma função relacionada à entrada, saída e negociação de entorpecentes.

“Temos convicção de que ela teve uma atuação importante para ter ficado lá em Santa Cruz de la Sierra. Vamos investigar qual era a real atuação e posição dela para ter ficado nessa cidade”, explicou.

Família no crime

Reprodução

Angélica Saraiva de Sá - Angeliquinha

A criminosa “Angeliquinha”, que foi presa na Bolívia

Ainda segundo Victor Hugo, familiares de Angeliquinha também teriam participado do esquema criminoso, principalmente no repasse de informações e na lavagem de dinheiro.

Na Operação Showdown, deflagrada em março deste ano, foram presos a filha, o genro e o pai de Angeliquinha. A investigação também resultou em outras medidas contra integrantes do núcleo familiar.

“A família dela não pegava em armas e nem mexia com drogas, mas era envolvida no crime dessa forma: levar informações, lavar dinheiro e atuar como o braço direito dela para a facção na cidade de Alta Floresta”, afirmou.

Leia Também:  Homem é preso pela PM com pacotes de maconha e cocaína em Novo Mundo

Conforme o delegado, a filha de Angeliquinha, de 20 anos, movimentou cerca de R$ 20 milhões em dois anos, apesar de não possuir renda compatível com os valores.

A Operação Showdown também apurou movimentações financeiras e a existência de bens de luxo ligados à família. Segundo Victor Hugo, parte dos recursos provenientes das atividades criminosas era utilizada para manter o padrão de vida de Angeliquinha, inclusive durante o período em que permaneceu na Bolívia.

Mais de 260 anos

Angeliquinha acumula mais de 260 anos em condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa, além de ter seis mandados de prisão em aberto.

Ela fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May em agosto de 2025 e foi localizada em Santa Cruz de la Sierra nesta semana, após uma investigação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso e autoridades bolivianas.

No momento da prisão, Angeliquinha apresentou um documento brasileiro falso. Segundo a Polícia Civil, ela também teria realizado mais de cinco procedimentos estéticos, principalmente no rosto, para modificar a aparência e dificultar sua identificação.

Após os procedimentos previstos pela Justiça boliviana, Angeliquinha deverá ser recambiada para Mato Grosso e retornar ao sistema prisional para cumprir as penas impostas pela Justiça. (Midianews)

Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA