Polícia
Polícia Civil cumpre mandados contra autores de homicídio ocorrido em abril em Itiquira
A ação resultou na apreensão de cocaína, apetrechos relacionados ao tráfico, arma de fogo e do veículo utilizado pelos criminosos.
Quatro pessoas tiveram envolvimento identificado no crime que vitimou Leonardo Garces Ajala, de 24 anos. Um dos suspeitos teve o mandado de prisão cumprido e outro teve o corpo localizado sem vida, após pular no rio para tentar escapar da prisão. Dois dos investigados continuam foragidos.
As investigações realizadas pela Delegacia de Itiquira iniciaram logo após a localização do corpo de Leonardo Ajala, no dia 26 em uma região de mata. A vítima, que estava desaparecida desde o dia 21 de abril, teve o corpo localizado pelo funcionário de uma fazenda que sentiu um forte odor enquanto campeava o gado.
Com base nas investigações conduzidas pelo delegado Felipe de Oliveira Neto foi possível identificar os envolvidos no crime, sendo representado pelos mandados de busca e apreensão dos investigados que foram deferidos pela Justiça.
A operação para cumprimento dos mandados foi deflagrada na segunda-feira (19), ocasião em que os policiais conseguiram dar cumprimento ao mandado de prisão de um dos suspeitos e também apreender o veículo utilizado no crime.
Durante buscas no segundo alvo, em uma chácara do município, o suspeito e um comparsa fugiram, pulando no rio para escapar da Polícia. No trajeto da fuga, os criminosos abandonaram cerca de meio quilo de cocaína, balança de precisão e outros apetrechos relacionados ao tráfico de drogas. Em buscas no imóvel, os policiais apreenderam aparelhos celulares e uma espingarda.
Na manhã de terça-feira, o corpo do suspeito, Cleverson Dyego Serafim de Morais, 33 anos, foi encontrado sem vida por pescadores, em uma prainha na beira do rio. Antes do encontro do corpo do suspeito, o comparsa que estava com ele no momento da abordagem policial, foi visto por populares saindo do rio.
Segundo o delegado, Felipe de Oliveira Neto, as diligências continuam em andamento para localização e prisão dos outros dois suspeitos que seguem foragidos.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Delegado afirma que ‘Angeliquinha’ ordenou 80% dos homicídios de facção em Alta Floresta

Apontada pela Polícia Civil como líder de uma facção criminosa no extremo norte de Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, continuou comandando as atividades do grupo mesmo depois de ser presa e, posteriormente, após fugir do sistema prisional.
A informação foi revelada pelo delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Victor Hugo Caetano de Freitas.
A criminosa foi capturada nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde estava foragida desde agosto de 2025.
Segundo o delegado, mesmo fora do Brasil, Angeliquinha mantinha contato com integrantes da facção que estavam hierarquicamente abaixo dela. Veja vídeo
“Ela é a mandante de 80% dos homicídios praticados por facção criminosa na cidade de Alta Floresta e cidades vizinhas. É uma criminosa de altíssima periculosidade e de atuação muito forte na liderança da facção”, afirmou. Veja outro vídeo
Segundo o delegado, Angeliquinha exercia influência sobre diferentes atividades criminosas, como extorsões a garimpos, tráfico de drogas e controle da entrada e saída de armamentos, principalmente em áreas rurais.
“Ela atua lá na liderança completa, é a mulher que lidera toda aquela região, a líder da facção mesmo. Ela faz extorsões a garimpo, controle de tráfico de drogas, controle de entrada e saída de armamento, sobretudo na região de área rural. Ela é a chefe, ela que comanda tudo”, disse.
Ainda conforme Victor Hugo, a influência de Angeliquinha se estendia para dentro da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, onde ela estava presa antes de fugir, em 17 de agosto de 2025. Segundo ele, mesmo dentro da unidade, ela mantinha posição de liderança sobre outras detentas.
“Ela liderava a organização criminosa mesmo presa, mesmo dentro da cadeia. Ela tinha uma hierarquia de superioridade com as outras detentas ali do presídio Ana Maria do Couto”, afirmou.
Após a fuga, segundo a investigação, Angeliquinha continuou exercendo influência sobre a organização criminosa à distância, mantendo contato direto com integrantes enquanto vivia em Santa Cruz de la Sierra.
A Polícia Civil também investiga qual teria sido a participação dela no tráfico de drogas a partir da Bolívia. De acordo com o delegado, havia indícios de que a foragida desempenhava uma função relacionada à entrada, saída e negociação de entorpecentes.
“Temos convicção de que ela teve uma atuação importante para ter ficado lá em Santa Cruz de la Sierra. Vamos investigar qual era a real atuação e posição dela para ter ficado nessa cidade”, explicou.
Família no crime
Ainda segundo Victor Hugo, familiares de Angeliquinha também teriam participado do esquema criminoso, principalmente no repasse de informações e na lavagem de dinheiro.
Na Operação Showdown, deflagrada em março deste ano, foram presos a filha, o genro e o pai de Angeliquinha. A investigação também resultou em outras medidas contra integrantes do núcleo familiar.
“A família dela não pegava em armas e nem mexia com drogas, mas era envolvida no crime dessa forma: levar informações, lavar dinheiro e atuar como o braço direito dela para a facção na cidade de Alta Floresta”, afirmou.
Conforme o delegado, a filha de Angeliquinha, de 20 anos, movimentou cerca de R$ 20 milhões em dois anos, apesar de não possuir renda compatível com os valores.
A Operação Showdown também apurou movimentações financeiras e a existência de bens de luxo ligados à família. Segundo Victor Hugo, parte dos recursos provenientes das atividades criminosas era utilizada para manter o padrão de vida de Angeliquinha, inclusive durante o período em que permaneceu na Bolívia.
Mais de 260 anos
Angeliquinha acumula mais de 260 anos em condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa, além de ter seis mandados de prisão em aberto.
Ela fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May em agosto de 2025 e foi localizada em Santa Cruz de la Sierra nesta semana, após uma investigação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso e autoridades bolivianas.
No momento da prisão, Angeliquinha apresentou um documento brasileiro falso. Segundo a Polícia Civil, ela também teria realizado mais de cinco procedimentos estéticos, principalmente no rosto, para modificar a aparência e dificultar sua identificação.
Após os procedimentos previstos pela Justiça boliviana, Angeliquinha deverá ser recambiada para Mato Grosso e retornar ao sistema prisional para cumprir as penas impostas pela Justiça. (Midianews)
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