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Polícia

Polícia Civil apreende droga escondida em tronco de árvore durante operação de combate ao tráfico em Jauru

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Jauru (425 km a oeste de Cuiabá) deflagrou na manhã desta terça-feira (19.09), a Operação Bacuri, para cumprimento de mandados de busca e apreensão, com foco no combate ao tráfico de drogas no município e região. A ação resultou na prisão de um traficante de 38 anos, flagrado em posse de porções de maconha.

O trabalho busca reprimir o comércio de entorpecentes no município, especialmente em razão a proximidades de grandes eventos como o aniversário da cidade da Expo Jauru.

Os mandados de busca e apreensão em três endereços foram decretados pela Quarta Vara Criminal de Cáceres com base nas investigações da Delegacia de Jauru. O suspeito já possui passagens anteriores por tráfico de drogas, receptação e outros, motivo pelo qual era alvo de investigação da Polícia Civil.

Durante as investigações, os policiais civis levantaram informações de que o investigado possuía drogas em sua residência e era responsável pela distribuição de entorpecentes que alimentava o comércio local. Nas buscas na residência do investigado, os policiais apreenderam um tablete grande de maconha (escondido dentro do tronco de Bacuri), uma porção pequena da mesma substância e um aparelho celular.

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Diante dos fatos, a droga foi apreendida e o suspeito encaminhado à Delegacia de Jauru, onde após ser interrogado pelo delegado, Eduardo Ribeiro, foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, sendo imediatamente apresentado ao Ministério Público e Poder Judiciário para providências.

Segundo o delegado de Jauru, Eduardo Ribeiro, a investigação tinha dois alvos, porém o segundo investigado não foi localizado, havendo informações de que se mudou do município há pouco tempo. “A Polícia Civil trabalha agora para concluir o inquérito policial para levar os elementos de informação no objetivo de subsidiar a ação penal”, disse o delegado.

Operação Bacuri

O nome da operação faz referência a árvore Bacuri, local utilizado pelo investigado para esconder a droga.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia

Delegado afirma que ‘Angeliquinha’ ordenou 80% dos homicídios de facção em Alta Floresta

 

Apontada pela Polícia Civil como líder de uma facção criminosa no extremo norte de Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, continuou comandando as atividades do grupo mesmo depois de ser presa e, posteriormente, após fugir do sistema prisional.

A informação foi revelada pelo delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Victor Hugo Caetano de Freitas.

A criminosa foi capturada nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde estava foragida desde agosto de 2025.

Segundo o delegado, mesmo fora do Brasil, Angeliquinha mantinha contato com integrantes da facção que estavam hierarquicamente abaixo dela. Veja vídeo

“Ela é a mandante de 80% dos homicídios praticados por facção criminosa na cidade de Alta Floresta e cidades vizinhas. É uma criminosa de altíssima periculosidade e de atuação muito forte na liderança da facção”, afirmou. Veja outro vídeo

Segundo o delegado, Angeliquinha exercia influência sobre diferentes atividades criminosas, como extorsões a garimpos, tráfico de drogas e controle da entrada e saída de armamentos, principalmente em áreas rurais.

“Ela atua lá na liderança completa, é a mulher que lidera toda aquela região, a líder da facção mesmo. Ela faz extorsões a garimpo, controle de tráfico de drogas, controle de entrada e saída de armamento, sobretudo na região de área rural. Ela é a chefe, ela que comanda tudo”, disse.

Ainda conforme Victor Hugo, a influência de Angeliquinha se estendia para dentro da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, onde ela estava presa antes de fugir, em 17 de agosto de 2025. Segundo ele, mesmo dentro da unidade, ela mantinha posição de liderança sobre outras detentas.

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“Ela liderava a organização criminosa mesmo presa, mesmo dentro da cadeia. Ela tinha uma hierarquia de superioridade com as outras detentas ali do presídio Ana Maria do Couto”, afirmou.

Após a fuga, segundo a investigação, Angeliquinha continuou exercendo influência sobre a organização criminosa à distância, mantendo contato direto com integrantes enquanto vivia em Santa Cruz de la Sierra.

A Polícia Civil também investiga qual teria sido a participação dela no tráfico de drogas a partir da Bolívia. De acordo com o delegado, havia indícios de que a foragida desempenhava uma função relacionada à entrada, saída e negociação de entorpecentes.

“Temos convicção de que ela teve uma atuação importante para ter ficado lá em Santa Cruz de la Sierra. Vamos investigar qual era a real atuação e posição dela para ter ficado nessa cidade”, explicou.

Família no crime

Reprodução

Angélica Saraiva de Sá - Angeliquinha

A criminosa “Angeliquinha”, que foi presa na Bolívia

Ainda segundo Victor Hugo, familiares de Angeliquinha também teriam participado do esquema criminoso, principalmente no repasse de informações e na lavagem de dinheiro.

Na Operação Showdown, deflagrada em março deste ano, foram presos a filha, o genro e o pai de Angeliquinha. A investigação também resultou em outras medidas contra integrantes do núcleo familiar.

“A família dela não pegava em armas e nem mexia com drogas, mas era envolvida no crime dessa forma: levar informações, lavar dinheiro e atuar como o braço direito dela para a facção na cidade de Alta Floresta”, afirmou.

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Conforme o delegado, a filha de Angeliquinha, de 20 anos, movimentou cerca de R$ 20 milhões em dois anos, apesar de não possuir renda compatível com os valores.

A Operação Showdown também apurou movimentações financeiras e a existência de bens de luxo ligados à família. Segundo Victor Hugo, parte dos recursos provenientes das atividades criminosas era utilizada para manter o padrão de vida de Angeliquinha, inclusive durante o período em que permaneceu na Bolívia.

Mais de 260 anos

Angeliquinha acumula mais de 260 anos em condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa, além de ter seis mandados de prisão em aberto.

Ela fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May em agosto de 2025 e foi localizada em Santa Cruz de la Sierra nesta semana, após uma investigação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso e autoridades bolivianas.

No momento da prisão, Angeliquinha apresentou um documento brasileiro falso. Segundo a Polícia Civil, ela também teria realizado mais de cinco procedimentos estéticos, principalmente no rosto, para modificar a aparência e dificultar sua identificação.

Após os procedimentos previstos pela Justiça boliviana, Angeliquinha deverá ser recambiada para Mato Grosso e retornar ao sistema prisional para cumprir as penas impostas pela Justiça. (Midianews)

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