Polícia
PM prende três por formação de quadrilha em Várzea Grande e Nossa Senhora do Livramento
Os militares receberam informações de que integrantes de uma quadrilha responsável por roubos e furtos de veículos em Cuiabá e na região metropolitana foram vistos no Distrito do Pai André, em Várzea Grande, aos fundos de campo de futebol, com um veículo Toyota SW4, branca, e uma caminhonete Hillux, prata. O ponto servia como um desmanche de veículos.
Durante tentativa de abordagem à SW4, os suspeitos tentaram fugir por meio do matagal, momento em que um deles efetuou disparos de arma de fogo contra os militares, que responderam à agressão.
Um dos suspeitos se entregou, outro foi baleado e encaminhado ao Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande, enquanto outros integrantes conseguiram fugir. O homem baleado não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde. No veículo utilizado pela quadrilha, foram encontrados, uma espingarda calibre .22 carregada com seis munições, 11 munições calibre .22 e nove munições calibre .38. ![]()
No local, os militares encontraram uma cabine de caminhão trator que tinha sido roubada, uma espingarda de pressão adaptada calibre .22, além de lâmpadas de LED, rádios comunicadores, 20 antenas de dispositivos de bloqueador de sinal e outros equipamentos.
O suspeito e o material apreendido foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência. Após o registro, a Guarda Municipal de Várzea Grande encontrou o veículo Toyota abandonado por dois suspeitos.
Em continuidade à ocorrência, na noite desta segunda, os militares receberam novas informações de que integrantes da mesma quadrilha estariam na região do Distrito de Aguaçu, em Nossa Senhora do Livramento, em uma chácara que também seria ponto de desmanche de veículos oriundos do crime organizado.
As equipes conseguiram identificar um casal, com o qual foram apreendidos 12 munições de diversos calibres, uma arma longa, uma de pressão, dois carregadores, três televisores e dois aparelhos celulares.
O suspeito afirmou que não seria o proprietário da chácara e confirmou que o local é ponto de desmanche de carros roubados. Os militares encontraram ainda duas crianças, de 8 e 13 anos, que segundo a suspeita, são filhos de uma amiga do casal e que participariam de uma festa no local.
Testemunhas afirmaram que vários veículos haviam sido retirados do local momentos antes da abordagem. Os suspeitos e o material apreendido foram encaminhados à delegacia para providências que o caso requer.![]()
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Fonte: PM MT
Polícia
Delegado afirma que ‘Angeliquinha’ ordenou 80% dos homicídios de facção em Alta Floresta

Apontada pela Polícia Civil como líder de uma facção criminosa no extremo norte de Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, continuou comandando as atividades do grupo mesmo depois de ser presa e, posteriormente, após fugir do sistema prisional.
A informação foi revelada pelo delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Victor Hugo Caetano de Freitas.
A criminosa foi capturada nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde estava foragida desde agosto de 2025.
Segundo o delegado, mesmo fora do Brasil, Angeliquinha mantinha contato com integrantes da facção que estavam hierarquicamente abaixo dela. Veja vídeo
“Ela é a mandante de 80% dos homicídios praticados por facção criminosa na cidade de Alta Floresta e cidades vizinhas. É uma criminosa de altíssima periculosidade e de atuação muito forte na liderança da facção”, afirmou. Veja outro vídeo
Segundo o delegado, Angeliquinha exercia influência sobre diferentes atividades criminosas, como extorsões a garimpos, tráfico de drogas e controle da entrada e saída de armamentos, principalmente em áreas rurais.
“Ela atua lá na liderança completa, é a mulher que lidera toda aquela região, a líder da facção mesmo. Ela faz extorsões a garimpo, controle de tráfico de drogas, controle de entrada e saída de armamento, sobretudo na região de área rural. Ela é a chefe, ela que comanda tudo”, disse.
Ainda conforme Victor Hugo, a influência de Angeliquinha se estendia para dentro da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, onde ela estava presa antes de fugir, em 17 de agosto de 2025. Segundo ele, mesmo dentro da unidade, ela mantinha posição de liderança sobre outras detentas.
“Ela liderava a organização criminosa mesmo presa, mesmo dentro da cadeia. Ela tinha uma hierarquia de superioridade com as outras detentas ali do presídio Ana Maria do Couto”, afirmou.
Após a fuga, segundo a investigação, Angeliquinha continuou exercendo influência sobre a organização criminosa à distância, mantendo contato direto com integrantes enquanto vivia em Santa Cruz de la Sierra.
A Polícia Civil também investiga qual teria sido a participação dela no tráfico de drogas a partir da Bolívia. De acordo com o delegado, havia indícios de que a foragida desempenhava uma função relacionada à entrada, saída e negociação de entorpecentes.
“Temos convicção de que ela teve uma atuação importante para ter ficado lá em Santa Cruz de la Sierra. Vamos investigar qual era a real atuação e posição dela para ter ficado nessa cidade”, explicou.
Família no crime
Ainda segundo Victor Hugo, familiares de Angeliquinha também teriam participado do esquema criminoso, principalmente no repasse de informações e na lavagem de dinheiro.
Na Operação Showdown, deflagrada em março deste ano, foram presos a filha, o genro e o pai de Angeliquinha. A investigação também resultou em outras medidas contra integrantes do núcleo familiar.
“A família dela não pegava em armas e nem mexia com drogas, mas era envolvida no crime dessa forma: levar informações, lavar dinheiro e atuar como o braço direito dela para a facção na cidade de Alta Floresta”, afirmou.
Conforme o delegado, a filha de Angeliquinha, de 20 anos, movimentou cerca de R$ 20 milhões em dois anos, apesar de não possuir renda compatível com os valores.
A Operação Showdown também apurou movimentações financeiras e a existência de bens de luxo ligados à família. Segundo Victor Hugo, parte dos recursos provenientes das atividades criminosas era utilizada para manter o padrão de vida de Angeliquinha, inclusive durante o período em que permaneceu na Bolívia.
Mais de 260 anos
Angeliquinha acumula mais de 260 anos em condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa, além de ter seis mandados de prisão em aberto.
Ela fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May em agosto de 2025 e foi localizada em Santa Cruz de la Sierra nesta semana, após uma investigação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso e autoridades bolivianas.
No momento da prisão, Angeliquinha apresentou um documento brasileiro falso. Segundo a Polícia Civil, ela também teria realizado mais de cinco procedimentos estéticos, principalmente no rosto, para modificar a aparência e dificultar sua identificação.
Após os procedimentos previstos pela Justiça boliviana, Angeliquinha deverá ser recambiada para Mato Grosso e retornar ao sistema prisional para cumprir as penas impostas pela Justiça. (Midianews)
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