Polícia
Governador nomeia Daniela Maidel como delegada-geral da Polícia Civil
O governador Mauro Mendes nomeou nesta segunda-feira (19.12) a delegada Daniela Silveira Maidel como delegada-geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso pelo biênio 2023-2024. Ela será a primeira mulher a comandar a instituição.
“Temos investido muito na Polícia Civil ao longo dos últimos anos e não temos dúvida de que a delegada irá entregar grandes resultados à frente da instituição. Ela é a primeira mulher a comandar a Polícia Civil, e chega ao cargo pela sua competência e dedicação no trabalho pela corporação”, manifestou o governador.
Daniela foi escolhida por meio de uma lista tríplice apresentada pelo Sindicato dos Delegados de Polícia, após votação realizada no dia 7 de outubro. A delegada foi a mais votada pelos colegas, recebendo 204 dos 249 votos válidos.
“Fico muito honrada com a indicação do governador Mauro Mendes. Nos últimos anos tivemos aportes consideráveis de investimentos na área de investigação e, agora, a intenção é usar esses meios para aprimorar nossas atividades. Vamos continuar trabalhando para consolidar a Polícia Civil como uma instituição moderna, e cada vez mais apresentar investigações de qualidade, que é a perspectiva da Polícia Civil”, afirmou.
Daniela já ocupava o cargo de diretora de Execuções Estratégicas na gestão de seu antecessor, delegado Mário Dermeval Aravechia de Resende, que ficou à frente da Polícia Civil por quatro anos.
Perfil
Daniela Silveira Maidel é natural de Santa Catarina, onde se formou em Direito pela Universidade de Itajaí. Ingressou na Polícia Civil no ano de 2001 e foi titular da Delegacia de Polícia de São José do Rio Claro por 5 anos.
Foi delegada adjunta no antigo Centro Integrado de Segurança Pública (Cisc-Norte), atualmente 2ª Delegacia de Polícia do Carumbé. Em 2007 foi titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso, de Várzea Grande, onde permaneceu por 8 anos. Foi diretora-geral adjunta em 2016 e delegada regional de Várzea Grande em 2017.
Fonte: PJC MT
Polícia
Delegado afirma que ‘Angeliquinha’ ordenou 80% dos homicídios de facção em Alta Floresta

Apontada pela Polícia Civil como líder de uma facção criminosa no extremo norte de Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, continuou comandando as atividades do grupo mesmo depois de ser presa e, posteriormente, após fugir do sistema prisional.
A informação foi revelada pelo delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Victor Hugo Caetano de Freitas.
A criminosa foi capturada nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde estava foragida desde agosto de 2025.
Segundo o delegado, mesmo fora do Brasil, Angeliquinha mantinha contato com integrantes da facção que estavam hierarquicamente abaixo dela. Veja vídeo
“Ela é a mandante de 80% dos homicídios praticados por facção criminosa na cidade de Alta Floresta e cidades vizinhas. É uma criminosa de altíssima periculosidade e de atuação muito forte na liderança da facção”, afirmou. Veja outro vídeo
Segundo o delegado, Angeliquinha exercia influência sobre diferentes atividades criminosas, como extorsões a garimpos, tráfico de drogas e controle da entrada e saída de armamentos, principalmente em áreas rurais.
“Ela atua lá na liderança completa, é a mulher que lidera toda aquela região, a líder da facção mesmo. Ela faz extorsões a garimpo, controle de tráfico de drogas, controle de entrada e saída de armamento, sobretudo na região de área rural. Ela é a chefe, ela que comanda tudo”, disse.
Ainda conforme Victor Hugo, a influência de Angeliquinha se estendia para dentro da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, onde ela estava presa antes de fugir, em 17 de agosto de 2025. Segundo ele, mesmo dentro da unidade, ela mantinha posição de liderança sobre outras detentas.
“Ela liderava a organização criminosa mesmo presa, mesmo dentro da cadeia. Ela tinha uma hierarquia de superioridade com as outras detentas ali do presídio Ana Maria do Couto”, afirmou.
Após a fuga, segundo a investigação, Angeliquinha continuou exercendo influência sobre a organização criminosa à distância, mantendo contato direto com integrantes enquanto vivia em Santa Cruz de la Sierra.
A Polícia Civil também investiga qual teria sido a participação dela no tráfico de drogas a partir da Bolívia. De acordo com o delegado, havia indícios de que a foragida desempenhava uma função relacionada à entrada, saída e negociação de entorpecentes.
“Temos convicção de que ela teve uma atuação importante para ter ficado lá em Santa Cruz de la Sierra. Vamos investigar qual era a real atuação e posição dela para ter ficado nessa cidade”, explicou.
Família no crime
Ainda segundo Victor Hugo, familiares de Angeliquinha também teriam participado do esquema criminoso, principalmente no repasse de informações e na lavagem de dinheiro.
Na Operação Showdown, deflagrada em março deste ano, foram presos a filha, o genro e o pai de Angeliquinha. A investigação também resultou em outras medidas contra integrantes do núcleo familiar.
“A família dela não pegava em armas e nem mexia com drogas, mas era envolvida no crime dessa forma: levar informações, lavar dinheiro e atuar como o braço direito dela para a facção na cidade de Alta Floresta”, afirmou.
Conforme o delegado, a filha de Angeliquinha, de 20 anos, movimentou cerca de R$ 20 milhões em dois anos, apesar de não possuir renda compatível com os valores.
A Operação Showdown também apurou movimentações financeiras e a existência de bens de luxo ligados à família. Segundo Victor Hugo, parte dos recursos provenientes das atividades criminosas era utilizada para manter o padrão de vida de Angeliquinha, inclusive durante o período em que permaneceu na Bolívia.
Mais de 260 anos
Angeliquinha acumula mais de 260 anos em condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa, além de ter seis mandados de prisão em aberto.
Ela fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May em agosto de 2025 e foi localizada em Santa Cruz de la Sierra nesta semana, após uma investigação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso e autoridades bolivianas.
No momento da prisão, Angeliquinha apresentou um documento brasileiro falso. Segundo a Polícia Civil, ela também teria realizado mais de cinco procedimentos estéticos, principalmente no rosto, para modificar a aparência e dificultar sua identificação.
Após os procedimentos previstos pela Justiça boliviana, Angeliquinha deverá ser recambiada para Mato Grosso e retornar ao sistema prisional para cumprir as penas impostas pela Justiça. (Midianews)
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