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Polícia

Envolvido em homicídio de vítima que foi carbonizada é preso na região de Santo Antônio de Leverger

Mais um dos criminosos envolvidos no homicídio de Pedro Paulo Pereira da Silva, morto em Cuiabá no ano passado, foi localizado no último fim de semana, quando teve a prisão cumprida.

O homem de 37 anos estava com a prisão decretada após representação da Polícia Civil em inquérito que apurou o homicídio ocorrido em abril de 2021. Ele foi encontrado na comunidade de Barranco Alto, em Santo Antônio de Leverger, pela companhia da Polícia Militar do município e encaminhado à Polinter da Polícia Civil para a formalização do mandado de prisão.

O crime foi investigado pelo núcleo da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Capital que apura homicídios cometidos por integrantes de organizações criminosas. Três investigados foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e integração de organização criminosa.

Um terceiro envolvido no crime está foragido.

Morte e ocultação de cadáver

Pedro Paulo, 31 anos, foi encontrado morto em 15 de abril do ano passado e,inicialmente, não foi identificado. Seu corpo foi localizado em uma rua não-pavimentada na ocupação denominada Jardim Humaitá, parcialmente carbonizado e enrolado em um cobertor. A vítima apresentava diversas lesões na cabeça.

A partir da investigação instaurada pelo delegado Caio Fernando Albuquerque, a equipe policial reuniu diversas informações sobre a vítima, que possibilitaram à Polícia Civil identificar duas pessoas envolvidas diretamente no homicídio.

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A apuração levantou ainda que a vítima foi morta em uma residência no bairro Jardim Presidente 2 e o corpo desovado no Jardim Humaitá. Informações coletadas no curso da investigação apontam que foram ouvidos gemidos e gritos de agonia vindos da residência, assim como vozes de duas pessoas no local.

Com a identificação da residência, foram realizadas perícias que indicaram que o local foi lavado, no intuito de apagar os vestígios de sangue da vítima que foram encontrados em diversos pontos da casa, além de objetos. Após a execução do crime, os dois suspeitos não foram mais vistos na região.

Durante as diligências, os investigadores identificaram também uma camionete que teria sido usada para transportar a vítima da casa onde foi morta até o lugar onde o local em que o corpo foi desovado. Em depoimento, o proprietário do veículo declarou que emprestou a camionete, uma S10, a um dos suspeitos do crime, que a devolveu lavada.

As informações reunidas no inquérito indicaram que o crime foi cometido porque, supostamente, a vítima teria cometido crimes no bairro onde residia e, assim,teve a morte ‘decretada’ por intregrantes de uma facção criminosa em um ‘tribunal do crime’. Pedro Paulo sofreu diversos espacamentos.

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“A vítima foi agredida, seguramente, por mais de um executor, o que se evidencia pela quantidade de lesões e decidiu-se pela morte de Pedro Paulo como forma de punição por seus comportamentos, notadamente por supostos danos causados a moradores”, explicou o delegado Caio Fernando, acrescentando que o comparsa do investigado preso na segunda-feira também teve a prisão decretada e está foragido.

Em novembro do ano passado, após cumprimento da prisão temporária de um dos envolvidos, o delegado encaminhou à 12ª Vara Criminal a representação pela prisão preventiva dos três indiciados.

Mortes a mando de facções

O esclarecimento do homicídio de Pedro Paulo faz parte do trabalho concentrado desenvolvido desde o ano passado pela DHPP, que reuniu em um mesmo cartório da unidade policial todas as investigações cujos indícios apontam para o envolvimento de integrantes de organizações criminosas.

O trabalho na unidade que apura os crimes dolosos contra a vida na região metropolitana foi adotado para otimizar a atuação das equipes policiais na apuração de homicídios consumados relacionados ao mesmo grupo criminoso o que auxilia a polícia a entender melhor como agem esses criminosos e como a força policial pode trabalhar para esclarecer os crimes e chegar às prisões dos autores.

Fonte: PJC MT

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Polícia

Delegado afirma que ‘Angeliquinha’ ordenou 80% dos homicídios de facção em Alta Floresta

 

Apontada pela Polícia Civil como líder de uma facção criminosa no extremo norte de Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, continuou comandando as atividades do grupo mesmo depois de ser presa e, posteriormente, após fugir do sistema prisional.

A informação foi revelada pelo delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Victor Hugo Caetano de Freitas.

A criminosa foi capturada nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde estava foragida desde agosto de 2025.

Segundo o delegado, mesmo fora do Brasil, Angeliquinha mantinha contato com integrantes da facção que estavam hierarquicamente abaixo dela. Veja vídeo

“Ela é a mandante de 80% dos homicídios praticados por facção criminosa na cidade de Alta Floresta e cidades vizinhas. É uma criminosa de altíssima periculosidade e de atuação muito forte na liderança da facção”, afirmou. Veja outro vídeo

Segundo o delegado, Angeliquinha exercia influência sobre diferentes atividades criminosas, como extorsões a garimpos, tráfico de drogas e controle da entrada e saída de armamentos, principalmente em áreas rurais.

“Ela atua lá na liderança completa, é a mulher que lidera toda aquela região, a líder da facção mesmo. Ela faz extorsões a garimpo, controle de tráfico de drogas, controle de entrada e saída de armamento, sobretudo na região de área rural. Ela é a chefe, ela que comanda tudo”, disse.

Ainda conforme Victor Hugo, a influência de Angeliquinha se estendia para dentro da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, onde ela estava presa antes de fugir, em 17 de agosto de 2025. Segundo ele, mesmo dentro da unidade, ela mantinha posição de liderança sobre outras detentas.

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“Ela liderava a organização criminosa mesmo presa, mesmo dentro da cadeia. Ela tinha uma hierarquia de superioridade com as outras detentas ali do presídio Ana Maria do Couto”, afirmou.

Após a fuga, segundo a investigação, Angeliquinha continuou exercendo influência sobre a organização criminosa à distância, mantendo contato direto com integrantes enquanto vivia em Santa Cruz de la Sierra.

A Polícia Civil também investiga qual teria sido a participação dela no tráfico de drogas a partir da Bolívia. De acordo com o delegado, havia indícios de que a foragida desempenhava uma função relacionada à entrada, saída e negociação de entorpecentes.

“Temos convicção de que ela teve uma atuação importante para ter ficado lá em Santa Cruz de la Sierra. Vamos investigar qual era a real atuação e posição dela para ter ficado nessa cidade”, explicou.

Família no crime

Reprodução

Angélica Saraiva de Sá - Angeliquinha

A criminosa “Angeliquinha”, que foi presa na Bolívia

Ainda segundo Victor Hugo, familiares de Angeliquinha também teriam participado do esquema criminoso, principalmente no repasse de informações e na lavagem de dinheiro.

Na Operação Showdown, deflagrada em março deste ano, foram presos a filha, o genro e o pai de Angeliquinha. A investigação também resultou em outras medidas contra integrantes do núcleo familiar.

“A família dela não pegava em armas e nem mexia com drogas, mas era envolvida no crime dessa forma: levar informações, lavar dinheiro e atuar como o braço direito dela para a facção na cidade de Alta Floresta”, afirmou.

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Conforme o delegado, a filha de Angeliquinha, de 20 anos, movimentou cerca de R$ 20 milhões em dois anos, apesar de não possuir renda compatível com os valores.

A Operação Showdown também apurou movimentações financeiras e a existência de bens de luxo ligados à família. Segundo Victor Hugo, parte dos recursos provenientes das atividades criminosas era utilizada para manter o padrão de vida de Angeliquinha, inclusive durante o período em que permaneceu na Bolívia.

Mais de 260 anos

Angeliquinha acumula mais de 260 anos em condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa, além de ter seis mandados de prisão em aberto.

Ela fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May em agosto de 2025 e foi localizada em Santa Cruz de la Sierra nesta semana, após uma investigação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso e autoridades bolivianas.

No momento da prisão, Angeliquinha apresentou um documento brasileiro falso. Segundo a Polícia Civil, ela também teria realizado mais de cinco procedimentos estéticos, principalmente no rosto, para modificar a aparência e dificultar sua identificação.

Após os procedimentos previstos pela Justiça boliviana, Angeliquinha deverá ser recambiada para Mato Grosso e retornar ao sistema prisional para cumprir as penas impostas pela Justiça. (Midianews)

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