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Mulher

Cuiabana quebra barreiras e se torna referência nacional no churrasco: “Vocês vão ter que me engolir”

Da infância na brasa ao topo do churrasco: a história da cuiabana que venceu o machismo e virou destaque nacional
Carvão, grelha e fumaça sempre fizeram parte da vida de Suizy Cristine Silva Arruda, de 37 anos. Desde menina, a cuiabana acompanhava o pai nas churrasqueiras e aprendia com a mãe os segredos da cozinha. O que começou como uma brincadeira de infância se transformou em uma carreira sólida e inspiradora — hoje, Suizy é uma das principais referências femininas do churrasco no Brasil.

Mesmo com mais de 11 anos de experiência e dezenas de cursos, o caminho da profissional não foi fácil. Ela enfrentou preconceito e machismo em um ramo dominado por homens.

“Lidamos com muito preconceito até hoje. Já teve cliente que duvidou, comeu e disse ‘nossa, para uma mulher você faz um churrasco muito bom’. Esse é o mais leve”, conta Suizy.

“Já aconteceram situações bem desagradáveis, mas era aí que me animava, porque eu pensava: vocês vão ter que me engolir”, completou.

De estagiária em escritório a mestre da parrilla
Antes da fama e da brasa, Suizy trabalhava em um escritório de advocacia e cursava Ciências Contábeis. A virada aconteceu após um conselho de uma professora: “faça o que você ama”.

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“Fui comemorar meu aniversário e não tinha quem fizesse o churrasco. Fiz eu mesma, e dali nasceu tudo”, relembra.

A partir dali, os convites começaram a surgir — primeiro de amigos, depois de clientes indicados. A cuiabana foi conquistando espaço em eventos e festivais, incluindo o Festival Braseiro, onde começou como auxiliar e logo se tornou chefe de estação.

Determinada a se profissionalizar, buscou especializações em Mato Grosso, São Paulo e outras cidades do país. Hoje é reconhecida como especialista em parrilla argentina, técnica que, segundo ela, faz toda a diferença no sabor.

“A grelha argentina é como uma canaleta. A gordura não cai direto no fogo, o que evita labaredas e mantém o sabor da carne”, explica.

Da pandemia ao sucesso empresarial
Durante a pandemia da covid-19, o negócio quase parou. Mas a churrasqueira se reinventou e criou uma mini rotisseria na porta de casa, vendendo carnes assadas sob encomenda.

“Os clientes buscavam aos sábados e domingos. Até hoje me perguntam quando vou fazer de novo, mas o tempo não deixa”, diz.

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Hoje, com uma equipe de 10 pessoas e três churrasqueiros, Suizy comanda eventos de quarta a domingo, com alta demanda no fim de ano.

“Em dezembro só tenho tempo para dormir. Os clientes me pedem para estar presente, não só a equipe. Isso é confiança”, afirma.

A mulher que virou símbolo de resistência e talento
Além de ser uma das poucas mulheres nesse meio, Suizy também rompe barreiras como mulher lésbica em um ambiente ainda conservador. Seu sucesso vai além das grelhas — é também símbolo de representatividade e força.

Entre suas especialidades estão a panceta pururuca e o fogo de chão, e ela oferece três tipos de serviço: o tradicional, o prime (na parrilla) e o de fogo de chão, com valores que variam de R$ 95 a R$ 135 por pessoa.

“Cada estilo tem seu público. E o que me move é ver as pessoas felizes com o que eu preparo”, resume.

*Com informações de Olhar Conceito

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Mulher

Podemos destaca crescimento de mulheres em postos estratégicos da mineração em MT

O setor mineral em Mato Grosso, que hoje ocupa a 5ª posição no ranking nacional, vive uma transformação que vai além dos números econômicos: a ascensão feminina em cargos de liderança e operação. O deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, destaca que a presença de mulheres em postos estratégicos é peça-chave para a modernização e sustentabilidade da atividade no estado.

“As mulheres estão cada vez mais presentes na mineração e devemos incentivar isso. Nossa atuação na Assembleia foca em políticas públicas que fortaleçam o setor, visando um desenvolvimento que seja economicamente forte e socialmente justo”, afirmou o parlamentar.

Quebra de Paradigmas e Dados

De acordo com o Relatório de Indicadores do Women in Mining (Mulheres na Mineração) Brasil (WIM Brasil) de 2025, a força de trabalho feminina no setor já atinge 22%, somando mais de 30 mil profissionais no país. O avanço é visível também no topo da pirâmide: elas ocupam 25% das posições executivas e 21% das cadeiras em conselhos administrativos. A meta do setor é chegar a 35% de participação feminina até 2030.

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Para a vice-presidente do Grupo de Trabalho da Mineração na ALMT, Taís Costa, é impossível falar do futuro do setor sem reconhecer essa mudança. “Durante muito tempo, a mineração foi vista como predominantemente masculina. Hoje, vemos mulheres como engenheiras, geólogas e líderes. A presença feminina traz uma visão minuciosa sobre sustentabilidade e responsabilidade ambiental”, pontuou.

Além de Taís, o GT também é composto por Alessandra Panizi, Clarissa Lopes, Fransueli Martelli, Laise Glaucia, Pamela Alegria e Tatiana de Almeida, que estão trabalhando para os avanços da mineração no estado.

Protagonismo na Prática

Exemplos de carreira como o de Suedy Lima, de 33 anos, ilustram essa nova realidade. Recentemente empossada como Coordenadora de Planejamento, Controle e Manutenção (PCM) da Nexa, em Aripuanã, Suedy acumula 15 anos de experiência e traz no currículo o marco de ter sido a primeira supervisora e chefe de manutenção em diversas empresas por onde passou.

“Sinto orgulho da trajetória que construí, sabendo que cada espaço foi resultado de dedicação. É fundamental ocuparmos esses setores onde ainda há caminho a percorrer. Uma mulher puxa a outra, e ver esse crescimento reforça nosso compromisso em abrir caminhos para as que virão”, afirmou.

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O novo cenário da mineração em Mato Grosso também é impulsionado por lideranças como a advogada Pamela Alegria. Especialista em Direito Minerário e uma das idealizadoras da Expominério, a maior feira do setor no estado, ela personifica a união entre o rigor técnico e o fomento ao desenvolvimento. “A presença feminina traz uma visão minuciosa sobre sustentabilidade e responsabilidade regional, transformando a mineração em uma atividade estratégica para o futuro de Mato Grosso”, afirma a advogada.

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