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Mato Grosso

Órgão Especial aprova moção de pesar pelo falecimento de sogro do desembargador Marcos Machado

 O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) aprovou, nesta quinta-feira (8/9), uma moção de pesar pelo falecimento do sogro do desembargador Marcos Machado, o senhor José Eugênio Bonjour, aos 81 anos, no dia 6 de setembro. Ele era casado com Maria de Lourdes, tiveram quatro filhos, Mara, Márcia, José Eugênio e Fernanda, e sete netos. A proposição da moção foi de autoria do desembargador Paulo da Cunha e foi aprovada por unanimidade.
 
José Eugênio era natural de Manhuaçu (MG) engenheiro agrônomo, formado pela Universidade Federal de Viçosa. Em 1973 adquiriu uma propriedade rural em Mato Grosso e, em 1982, mudou-se para Rondonópolis, sendo um dos pioneiros do plantio de soja e de semente de soja no cerrado, muito conhecido pela empresa Sementes Bonjour.
 
Também desenvolveu atividade de criação de gado e plantio de eucalipto na região. Foi membro do Rotary Internacional, da Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno (ADHONEP), dos Gideões Internacionais no Brasil. Participou da Associação dos Diplomatas da Escola Superior de Guerra (ADESG).
 
Era membro ativo da Primeira Igreja Batista de Cuiabá (PIB) e desde sua conversão doava bíblias por onde andava, divulgando a sua fé. Colaborava com diversos projetos comunitários, entre eles: o Ministério do Silêncio da PIB, Casa do Bom Samaritano em Rondonópolis, Projeto Pantanal, Lar dos Idosos.
 
De acordo com nota emitida por familiares e amigos de José Eugênio, “ele era um pai, não somente para os filhos, como também para diversas pessoas que eram acolhidas, cuidadas e amadas por ele. Traduzir quem foi Bonjour é falar de família, caridade, humildade, bondade e, sobretudo, amor. Foi um grande exemplo de filho, pai, marido, irmão, avô e amigo. Deixa como legado o seu amor ao próximo, mudando a vida de muitas pessoas ao seu redor. Aqueles que passam por nós, não vão sós; Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós. Com isso, temos a certeza que José Eugênio Bonjour deixa o melhor de si no coração de cada um que com ele conviveu”.
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Mato Grosso

Mudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos

A Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para esta terça-feira (4), promete colocar em discussão um dos temas mais relevantes da gestão da entidade: a possível alteração do Estatuto Social, incluindo mudanças nas regras do processo eleitoral da associação.

Além de deliberar sobre o projeto de reforma da sede da AMM, os prefeitos associados analisarão propostas de alteração dos artigos 14, 15, 25 e 39 do Estatuto. Embora o edital de convocação detalhe quais dispositivos serão modificados, o conteúdo das alterações será apresentado durante a assembleia.

O principal ponto de debate é a possibilidade de antecipação das eleições da diretoria da entidade para o segundo semestre deste ano.

Os argumentos favoráveis à mudança

Defensores da alteração avaliam que o Estatuto deve ser um instrumento flexível, capaz de se adaptar às necessidades institucionais da AMM e às demandas dos municípios.

Na avaliação de apoiadores da proposta, antecipar o processo eleitoral pode trazer previsibilidade administrativa, permitindo que a futura diretoria tenha mais tempo para organizar sua equipe, elaborar o planejamento estratégico e preparar a transição antes do início do mandato.

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Outro argumento é que o próprio Estatuto prevê que suas regras possam ser alteradas pela Assembleia Geral, considerada a instância máxima de deliberação da entidade. Nesse entendimento, qualquer mudança aprovada pela maioria dos prefeitos presentes refletirá uma decisão coletiva e democrática dos associados.

Há ainda quem sustente que discutir o calendário eleitoral não significa comprometer a legitimidade da futura gestão.

Para esse grupo, o mais importante é que todas as regras sejam debatidas, aprovadas em assembleia e aplicadas de forma transparente, independentemente da data escolhida para a eleição.

Também pesa o argumento da continuidade administrativa. Segundo defensores da proposta, uma eleição realizada com antecedência pode reduzir o período de indefinição política dentro da entidade, permitindo que a nova diretoria participe da preparação das principais pautas municipalistas para o ano seguinte.

As críticas à proposta

O ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), manifestou preocupação com uma eventual alteração no calendário eleitoral.

Na avaliação de Bortolin, um eventual retorno ao modelo anterior poderia permitir que gestores em fim de mandato participassem da definição da direção da entidade para um período em que já não estarão mais à frente de seus municípios.

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Para os críticos, esse modelo reduziria a representatividade dos prefeitos que efetivamente exercerão seus mandatos durante a gestão da próxima diretoria da AMM.

Decisão caberá aos prefeitos

Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, a decisão será tomada pelos próprios prefeitos associados durante a Assembleia Geral Extraordinária, órgão máximo de deliberação da entidade.

Caso as alterações estatutárias sejam aprovadas pelo quórum previsto no Estatuto Social, as novas regras passarão a orientar o funcionamento institucional da AMM, incluindo, eventualmente, o calendário das próximas eleições.

O debate evidencia duas visões distintas sobre a governança da associação. De um lado, há quem defenda maior flexibilidade para adequar o Estatuto às necessidades administrativas da entidade.

De outro, gestores sustentam que o modelo atual fortalece a legitimidade da representação municipalista ao assegurar que a diretoria seja escolhida pelos prefeitos que exercerão efetivamente seus mandatos.

A expectativa é que a assembleia esclareça o alcance das alterações propostas e permita que os prefeitos deliberem sobre o futuro da principal entidade representativa dos municípios de Mato Grosso.

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