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Mato Grosso

Juíza Henriqueta Lima é a 22ª entrevistada do programa Por Dentro da Magistratura

Está no ar a mais nova edição do programa Por Dentro da Magistratura, com uma entrevista da juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, titular da Quarta Vara de Cáceres e que atualmente responde pela Quarta Vara Criminal de Cuiabá. Clique neste link para assistir à 22ª edição do programa.
 
Na conversa com o desembargador Marcos Machado e com a jornalista Keila Maressa, Henriqueta falou sobre a dedicação aos estudos na época da graduação e sobre a necessidade da disciplina para conseguir conciliar, com êxito, a carreira, os estudos e a maternidade. “Quando a gente quer uma coisa, a gente busca. Obstáculos todos temos, por óbvio que a mãe, a mulher, encontra outros. Mas a gente não pode se encobrir, simplesmente utilizar isso para justificar muitas das nossas fraquezas”, afirmou a entrevistada, mãe de duas crianças.
 
Ao programa, Henriqueta falou ainda sobre a participação no Comitê Estadual de Saúde, sobre as demandas que vivencia à frente de uma vara criminal, sobre a participação no Grupo de Estudos da Magistratura e como formadora da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso, entre outros assuntos.
 
Pernambucana de Recife, a magistrada formou-se em Direito (Universidade Católica de Pernambuco) e em Ciências Sociais (Universidade Federal de Pernambuco). É mestre em Direito (Centro Universitário de Maringá – PR) e cursa atualmente dois doutorados, um em Direito (Centro Universitário de Brasília) e outro em Estudos da Cultura Contemporânea (Universidade Federal de Mato Grosso).
 
Ela tomou posse na magistratura mato-grossense em 2012 e integra o Grupo de Estudos da Magistratura desde 2015. Formadora da Esmagis-MT, a magistrada faz parte do Comitê Estadual da Saúde e é autora de obras como “Temáticas do meio ambiente de trabalho digno” e “Ativismo judicial em tempos de pandemia”. Também é organizadora da obra Caderno de Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: Concretizando Direitos Humanos – Direitos das Pessoas LGBTQIAP+.
 
O Por Dentro da Magistratura tem como objetivo conhecer experiências e condutas de magistrados(as) a partir de situações durante a carreira, opiniões, escolhas e relacionamentos pessoais, institucionais e sociais, com o intuito de transmiti-las, na forma de orientação ou recomendação, a magistrados e magistradas.
 
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: peça publicitária colorida. Na lateral esquerda o ícone de play acompanhado do texto: /tjmtoficial. Na parte superior central o logo do Programa Por Dentro da Magistratura e a foto da juíza Henriqueta Lima, acompanhados do texto: Juíza Henriqueta Fernanda. Assista agora! 22º Episódio. Assina a peça o logo do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
Lígia Saito
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Mato Grosso

Mudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos

A Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para esta terça-feira (4), promete colocar em discussão um dos temas mais relevantes da gestão da entidade: a possível alteração do Estatuto Social, incluindo mudanças nas regras do processo eleitoral da associação.

Além de deliberar sobre o projeto de reforma da sede da AMM, os prefeitos associados analisarão propostas de alteração dos artigos 14, 15, 25 e 39 do Estatuto. Embora o edital de convocação detalhe quais dispositivos serão modificados, o conteúdo das alterações será apresentado durante a assembleia.

O principal ponto de debate é a possibilidade de antecipação das eleições da diretoria da entidade para o segundo semestre deste ano.

Os argumentos favoráveis à mudança

Defensores da alteração avaliam que o Estatuto deve ser um instrumento flexível, capaz de se adaptar às necessidades institucionais da AMM e às demandas dos municípios.

Na avaliação de apoiadores da proposta, antecipar o processo eleitoral pode trazer previsibilidade administrativa, permitindo que a futura diretoria tenha mais tempo para organizar sua equipe, elaborar o planejamento estratégico e preparar a transição antes do início do mandato.

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Outro argumento é que o próprio Estatuto prevê que suas regras possam ser alteradas pela Assembleia Geral, considerada a instância máxima de deliberação da entidade. Nesse entendimento, qualquer mudança aprovada pela maioria dos prefeitos presentes refletirá uma decisão coletiva e democrática dos associados.

Há ainda quem sustente que discutir o calendário eleitoral não significa comprometer a legitimidade da futura gestão.

Para esse grupo, o mais importante é que todas as regras sejam debatidas, aprovadas em assembleia e aplicadas de forma transparente, independentemente da data escolhida para a eleição.

Também pesa o argumento da continuidade administrativa. Segundo defensores da proposta, uma eleição realizada com antecedência pode reduzir o período de indefinição política dentro da entidade, permitindo que a nova diretoria participe da preparação das principais pautas municipalistas para o ano seguinte.

As críticas à proposta

O ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), manifestou preocupação com uma eventual alteração no calendário eleitoral.

Na avaliação de Bortolin, um eventual retorno ao modelo anterior poderia permitir que gestores em fim de mandato participassem da definição da direção da entidade para um período em que já não estarão mais à frente de seus municípios.

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Para os críticos, esse modelo reduziria a representatividade dos prefeitos que efetivamente exercerão seus mandatos durante a gestão da próxima diretoria da AMM.

Decisão caberá aos prefeitos

Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, a decisão será tomada pelos próprios prefeitos associados durante a Assembleia Geral Extraordinária, órgão máximo de deliberação da entidade.

Caso as alterações estatutárias sejam aprovadas pelo quórum previsto no Estatuto Social, as novas regras passarão a orientar o funcionamento institucional da AMM, incluindo, eventualmente, o calendário das próximas eleições.

O debate evidencia duas visões distintas sobre a governança da associação. De um lado, há quem defenda maior flexibilidade para adequar o Estatuto às necessidades administrativas da entidade.

De outro, gestores sustentam que o modelo atual fortalece a legitimidade da representação municipalista ao assegurar que a diretoria seja escolhida pelos prefeitos que exercerão efetivamente seus mandatos.

A expectativa é que a assembleia esclareça o alcance das alterações propostas e permita que os prefeitos deliberem sobre o futuro da principal entidade representativa dos municípios de Mato Grosso.

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