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Mato Grosso

Imagens do Vigia Mais MT ajudam forças de segurança a prender sequestradores e libertar vítimas

Câmeras de segurança do programa Vigia Mais MT, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), levaram as forças de segurança a prender quatro pessoas envolvidas no sequestro de dois homens e cárcere privado de uma família, nesta quinta-feira (20.06), em Vila Bela da Santíssima Trindade (520 km de Cuiabá). A ação contou com equipes do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), 2ª Companhia da Polícia Militar e da Polícia Civil.A primeira vítima foi rendida por dois indivíduos armados ao chegar em casa. Os criminosos anunciaram o assalto e levaram uma Fiat Strada, um celular e um relógio. Em seguida, os assaltantes foram a uma segunda residência, onde sequestraram outro homem e roubaram seu carro, um Chevrolet Spin.

Os sequestradores também mantiveram a esposa dele e os quatro filhos, com idades entre 10 meses e 10 anos, presos em um quarto do imóvel.

Os criminosos saíram de Jauru com a picape roubada e o Chevrolet Spin, levando os dois homens em direção à cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade. No caminho, câmeras do Vigia Mais MT filmaram os veículos ocupado pelos sequestradores e as vítimas.

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A partir dessas informações e da análise das imagens, as forças policiais chegaram a localização de uma chácara na cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, onde prenderam quatro pessoas e libertaram as vítimas. Os veículos estavam escondidos no local e foram devolvidos aos proprietários.

Na ocasião, também foram apreendidas munições calibre 9 mm e calibre 38, aparelhos celulares, porções de maconha, um relógio e a dinheiro em espécie.

Três homens e uma mulher que estavam na chácara foram encaminhados para a Delegacia de Vila Bela da Santíssima Trindade, onde foram autuados pelo delegado Luiz Camargo por roubo com restrição de liberdade com emprego de arma de fogo, posse de munição de uso permitido e associação criminosa. Também foi lavrado um termo circunstanciado de ocorrência contra a mulher que guardava pequena quantidade de maconha.

“As forças de segurança estão integradas e contam com o auxílio da população para elucidar crimes graves como o de ontem, que resultou na prisão de quatro criminosos e na liberação das vítimas com suas integridades físicas preservadas”, destacou o delegado Luiz Carmago.

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

União Progressista contesta MPE e diz que quatro votos bastam para validar troca de candidatos

Defesa afirma que suplentes não devem ser contabilizados no cálculo e sustenta que quatro votos foram suficientes para aprovar as alterações

A Federação União Progressista rebateu a manifestação do Ministério Público Eleitoral e apresentou uma interpretação diferente sobre as regras que definem o número mínimo de votos para validar decisões tomadas pela direção estadual da entidade.

A discussão envolve a alteração da chapa para deputado federal e também tem reflexos na candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso. A mudança fez com que Gisela Simona (União) deixasse a disputa proporcional para assumir a condição de candidata a vice-governadora, enquanto Fábio Garcia (União) passou a ocupar uma das vagas destinadas à Câmara dos Deputados.

O impasse surgiu a partir da reunião que autorizou as mudanças. Para a Procuradoria Regional Eleitoral, a direção estadual da federação possui 11 integrantes e, portanto, seriam necessários seis votos para alcançar a maioria absoluta. No entanto, apenas quatro pessoas participaram da reunião que deliberou sobre as alterações.

A defesa sustenta que o cálculo utilizado pelo Ministério Público está equivocado porque incluiu os quatro suplentes na composição considerada para definir o quórum. Segundo o advogado Rodrigo Cyrineu, a estrutura efetiva do colegiado reúne sete integrantes titulares: presidente, vice-presidente e cinco membros. Os demais seriam suplentes, que somente poderiam ser considerados em caso de substituição dos titulares.

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“Pelo que se vê, a ilustrada Procuradoria-Regional Eleitoral adicionou os suplentes, membros reservas que naturalmente são, como participantes do quórum de votação, o que é por si só uma contradição insuperável e fere a lógica da vida política e partidária”, afirmou Cyrineu.

A partir dessa interpretação, a federação considera que quatro participantes seriam suficientes para aprovar a decisão, já que esse número corresponde à maioria absoluta de um colegiado composto por sete titulares.

“Assim, sendo o Diretório Estadual da Federação UP composto por 7 membros, 4 votos alcançam aritmeticamente o quórum de deliberação partidário”, argumentou o advogado.

O questionamento do Ministério Público ocorreu depois de uma divergência identificada entre a ata da convenção partidária e o DRAP encaminhado posteriormente à Justiça Eleitoral. Na convenção de 4 de agosto, Ednei Blasius e Gisela Simona apareciam entre os nomes homologados para a disputa à Câmara dos Deputados.

Na documentação posteriormente apresentada à Justiça Eleitoral, porém, os nomes foram alterados para Fábio Garcia e Sandy de Paula. A mudança não ocorreu durante a convenção, mas em uma reunião posterior da direção estadual da Federação União Progressista.

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Diante da diferença, a Procuradoria Regional Eleitoral determinou que a federação esclareça a validade da deliberação. O grupo terá três dias para comprovar que o quórum previsto pelas regras partidárias foi respeitado ou realizar uma nova votação com a quantidade necessária de integrantes.

O parecer alerta que, caso a situação não seja regularizada, o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários poderá ser indeferido.

A discussão não fica restrita à chapa proporcional. Como Gisela Simona deixou a disputa para deputada federal para integrar a chapa de Pivetta como candidata a vice-governadora, eventual questionamento sobre a validade da alteração também pode produzir reflexos na composição da disputa majoritária.

A defesa da federação informou que pretende apresentar os esclarecimentos dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. O advogado Rodrigo Cyrineu afirmou ainda que o grupo está “certo e confiante” de que os atos praticados e o DRAP apresentado estão de acordo com as regras eleitorais e partidárias.

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