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Mato Grosso

Fórum de Rondonópolis tem atendimento presencial suspenso dias 6 e 9/10

O juiz diretor da Comarca de Rondonópolis, Francisco Rogério Barros, suspendeu o expediente presencial no Fórum da cidade na sexta-feira (06 de outubro) e segunda-feira (09 de outubro), para dedetização e limpeza geral do prédio.
 
Conforme a Portaria N. 66/2023, os prazos processuais estão mantidos e os servidores atuarão em regime de teletrabalho nesse período.
 
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Economia

Pivetta inicia revisão de gastos e sinaliza gestão focada em economia e eficiência em Mato Grosso

Governador avalia cortes, revisão de despesas e ajustes na máquina pública com objetivo de manter equilíbrio fiscal e priorizar investimentos essenciais

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, iniciou uma revisão na estrutura administrativa do Estado com foco na redução de gastos, controle das despesas e busca por maior eficiência na utilização dos recursos públicos. A medida abre uma nova etapa na gestão estadual e pode resultar em cortes, reorganização de contratos e revisão de despesas consideradas não prioritárias.

A iniciativa, noticiada inicialmente pelo portal Baixada Cuiabana como um “pente-fino” na máquina pública, ocorre em um momento em que Pivetta também afirma que pretende manter o modelo de gestão adotado pelo Governo de Mato Grosso nos últimos anos, corrigindo pontos que necessitem de ajustes. Em declaração oficial nesta semana, o governador disse que pretende “evoluir, corrigir pontos que precisam ser corrigidos e levar para frente o que está funcionando bem”.

A tendência é que a revisão alcance diferentes áreas da administração, com análise de despesas, contratos, estruturas e prioridades. O objetivo é identificar onde o Estado pode economizar sem comprometer a prestação dos serviços públicos considerados essenciais.

Economia como instrumento de gestão

Mais do que simplesmente cortar despesas, a estratégia sinaliza uma tentativa de fazer com que a estrutura do Estado funcione com menor custo administrativo e maior capacidade de investimento.

O controle das despesas também encontra respaldo nas próprias regras orçamentárias de Mato Grosso. A Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 estabelece, por exemplo, que a relação entre despesas correntes e receitas correntes do Estado não poderá ultrapassar 95%. A legislação ainda exige acompanhamento de impacto econômico e social de políticas públicas.

Na prática, controlar o crescimento das chamadas despesas correntes — gastos necessários à manutenção da máquina pública — pode ampliar a margem do governo para direcionar recursos para obras, saúde, educação, segurança e infraestrutura.

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Essa preocupação não é nova dentro da administração estadual. O próprio modelo implantado a partir de 2019 foi marcado por medidas de ajuste fiscal, reorganização das contas públicas e redução de desperdícios, segundo avaliação apresentada pelo ex-governador Mauro Mendes ao deixar o cargo.

Gestão deve priorizar resultados

Pivetta tem defendido publicamente uma administração voltada a resultados. Ao assumir o Governo do Estado em 2026, afirmou que faria as correções de rumo que considerasse necessárias para manter o equilíbrio administrativo e ampliar o chamado “lucro social” das ações governamentais.

A revisão de gastos pode, portanto, representar mais do que uma redução pontual de despesas. Ela também permite ao governo avaliar se programas, contratos e estruturas estão oferecendo resultados compatíveis com os recursos empregados.

Dentro dessa lógica, despesas que apresentam baixo retorno administrativo ou social podem perder espaço, enquanto áreas consideradas estratégicas tendem a ser preservadas.

Saúde, educação, segurança e infraestrutura estão entre as prioridades

Mesmo com a perspectiva de cortes, Pivetta já indicou que algumas áreas deverão continuar recebendo atenção especial.

O governador afirmou que saúde será prioridade nos próximos quatro anos, citando como objetivos a redução das filas, ampliação dos atendimentos e fortalecimento da rede hospitalar. Educação, infraestrutura e segurança também foram apresentadas como setores prioritários de sua administração.

Isso significa que o desafio da nova gestão será conciliar duas frentes: reduzir gastos administrativos e desperdícios sem prejudicar investimentos e serviços diretamente percebidos pela população.

Equilíbrio fiscal amplia capacidade de investimento

A experiência recente de Mato Grosso mostra que equilíbrio das contas públicas pode ter influência direta na capacidade de investimento do Estado.

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A Secretaria de Fazenda acompanha bimestralmente receitas, despesas e indicadores fiscais por meio dos boletins orçamentários, instrumento utilizado justamente para avaliar a situação das finanças estaduais e a execução das políticas públicas.

Nos últimos anos, Mato Grosso também registrou crescimento econômico e expansão dos investimentos públicos e privados. Dados divulgados pelo Governo apontam que o Estado se consolidou como uma das maiores economias do país e manteve investimentos em infraestrutura, saúde, educação e segurança.

O desafio agora será preservar essa capacidade de investimento diante de uma administração que pretende examinar com maior rigor o funcionamento da máquina pública.

Menos desperdício e mais recursos na ponta

A discussão sobre corte de gastos costuma ganhar atenção pelo impacto que pode provocar dentro do próprio governo. Entretanto, a efetividade da medida dependerá principalmente de quais despesas serão reduzidas.

Cortes em desperdícios, estruturas redundantes, contratos pouco eficientes e despesas administrativas podem liberar recursos para investimentos. Por outro lado, reduções em áreas diretamente relacionadas ao atendimento da população podem provocar efeitos sobre a qualidade dos serviços.

Por isso, o “pente-fino” anunciado pela gestão Pivetta deverá ser acompanhado também pela definição das prioridades do novo governo.

O movimento indica que economia, eficiência administrativa e controle dos gastos deverão ocupar espaço importante na agenda do Palácio Paiaguás, enquanto o governo busca manter investimentos e serviços públicos considerados estratégicos.

A mensagem inicial da gestão é de que gastar menos não significa necessariamente fazer menos, mas tentar fazer com que cada recurso público produza resultados maiores para a população.

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