Alerta
Colíder perde engenheira de 27 anos
A engenheira Anelise Barbosa de Oliveira, de 27 anos, faleceu na tarde deste domingo (21), em Colíder.
Ela foi encontrada inconsciente e socorrida, sendo encaminhada ao hospital regional de Colíder, onde foi intubada, mas acabou vindo a óbito após uma parada respiratória.
De acordo com informações apuradas, ela fazia tratamento contra depressão e teria ingerido um frasco de arsênio. Um elemento altamente tóxico, conhecido como “rei dos venenos” devido à sua ação discreta e potente, ele age inibindo a respiração celular, levando a danos generalizados em órgãos como coração, fígado e rins.
Anelise era engenheira eletricista, engenheira de software e engenheira de Segurança. Sua morte é lamentada por amigos e familiares.
Busque ajuda
Quem estiver passando por um momento difícil, pode entrar em contato com o centro de valorização da vida (CVV), que oferece apoio emocional e prevenção do suicídio gratuitamente. O CVV atende pelo telefone 188 (24 horas por dia e sem custo de ligação), chat, e-mail e pessoalmente em alguns endereços. Outra opção é pelo site https://cvv.org.br/. O CVV é uma entidade nacional, financeira e ideologicamente independente, sem viés religioso, político-partidário ou empresarial.
Alerta
Usina Hidrelétrica de Colíder deixa estado de ‘alerta’ e entra em ‘atenção’ após ações para conter falhas

Essa medida faz parte de um conjunto de ações que a usina vem implementando desde que o MP-MT apontou inúmeras falhas estruturais no sistema de drenagem; entidades civis denunciaram o caso à ONU.
A situação da Usina Hidrelétrica de Colíder (MT), localizada no Rio Teles Pires, em Itaúba, a 599 km de Cuiabá, saiu do estado de “alerta” para o de “atenção” nesse sábado (21), de acordo com comunicado divulgado pela empresa proprietária Axia Energia, ex-Eletrobras. Com isso, a expectativa é que ocorra o reenchimento do reservatório a partir desta segunda-feira (23).
Essa medida faz parte de um conjunto de ações que a usina vem implementando desde que o Ministério Público do estado (MP-MT) apontou inúmeras falhas estruturais no sistema de drenagem. O MP chegou a recomendar a desativação da barragem, caso não tenha outra alternativa.
O reservatório deve ser reenchido com limite de 25 centímetros por dia, segundo a empresa, seguindo um fluxo gradual e controlado para priorizar a segurança dos moradores da região, do meio ambiente e do empreendimento.
“O processo inclui monitoramento permanente da qualidade da água e da fauna aquática e terrestre, além de comunicação com as comunidades locais”, disse a Axia, em nota.
A empresa orientou ainda que a população local acompanhe os comunicados oficiais para seguir os cuidados do período chuvoso, e alerta para que os barcos, flutuantes e materiais próximos ao rio sejam guardados ou amarrados de forma adequada.
Em janeiro, duas sirenes foram acionadas de forma indevida na usina, o que assustou os moradores que saíram das casas. Após o acionamento, a companhia disse que abriu apuração para esclarecer o ocorrido e descartou qualquer situação de perigo.
Em fato relevante divulgado ao mercado financeiro, a Axia informou que de 70 drenos que integram o sistema da usina, quatro sofreram danos desde a compra do ativo. Os drenos são estruturas que permitem que a pressão da água sob a barragem seja escoada de maneira adequada.
Com isso, a usina reduziu o nível do reservatório para verificar as falhas nos drenos e aliviar a pressão sobre a estrutura. Contudo, essa medida gerou danos ambientais, como a morte de 1.500 peixes, alteração da qualidade da água, comprometimento da biodiversidade aquática e semiaquática, e prejuízos à fauna migratória.
O rebaixamento do reservatório comprometeu a atividade pesqueira, o turismo regional e o comércio local, segundo o MPMT, que citou um impacto no setor entre R$ 10 e R$ 12 milhões por ano. A medida também afetou eventos culturais tradicionais, como o “Fest Praia” e o “Viva Floresta”, além de dificultar o acesso das comunidades ribeirinhas ao rio, prejudicando seu modo de vida.
Relembre o caso
A usina entrou em estado de “alerta” em agosto do ano passado, de acordo com investigação do MP. Na ocasião, quatro entidades civis denunciaram à Organização das Nações Unidas (ONU) o risco de rompimento da barragem.
Desde então, a empresa que administra a usina disse que segue um cronogroma com várias fases para reforçar a segurança do local. A denúncia foi protocolada no departamento de Direitos Humanos à Água Potável e Saneamento da ONU.
No documento, as entidades destacam que o Rio Teles Pires é um dos mais impactados por hidrelétricas na Amazônia.
A Usina
Localizada no Rio Teles Pires, a usina tem potência de 300 megawhatts e reservatório de 168,2 km² de área total e 94 km de comprimento.
Em operação desde 2019, ela abrange os municípios de Cláudia, Colíder, Itaúba e Nova Canaã do Norte. No estado, há 142 usinas hidrelétricas em operação, entre pequenas, médias e grandes; e suas barragens.
Responsável pela construção da Usina de Colíder entre 2011 e 2019, a Copel Geração e Transmissão transferiu a gestão para a Axia, ex-Eletrobras, em maio do ano passado.
Na ocasião, a Copel deu como contrapartida a usina e um pagamento de R$ 196,6 milhões após ajustes previstos no contrato, como o recebimento de dividendos de Mata de Santa Genebra Transmissão (MSG).
Já a Axia, na troca de ativos, cedeu a MSG e a Usina de Mauá. Conforme mostra a imagem abaixo. Contudo, a Usina de Colíder representa 0,5% do ativo total da Axia, segundo comunicado ao mercado financeiro.
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