Lucas do Rio Verde
Mato Grosso tem aumento de casos e óbitos de intoxicação por metanol
A menina que sobreviveu ao ataque brutal ocorrido em junho, quando foi esfaqueada pelo próprio pai enquanto dormia ao lado da mãe, segue avançando no processo de recuperação. A criança, que completa agora 8 anos, tem reaparecido em vídeos nas redes sociais mostrando momentos de tratamento, brincadeiras e retomada da rotina, um contraste com a tragédia que tirou a vida de Gleici Keli Geraldo de Souza, sua mãe.
O episódio chocante aconteceu em 24 de junho, em Lucas do Rio Verde. Gleici, de 42 anos, foi atingida por 16 facadas enquanto dormia, e a filha, então com 7 anos, recebeu sete golpes de Daniel Bennemann Frasson, marido de Gleici e pai da criança. Gravações feitas pela família mostram a menina sorrindo em atividades de lazer dias após ter passado 22 dias internada em estado gravíssimo na UTI do Hospital Santa Rosa, em Cuiabá.
A média de idade dos casos notificados é de 30,2 anos e 69,2% são do sexo masculino.
No documento, a SES reforça, por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), a necessidade da detecção precoce e resposta imediata diante de um caso suspeito, bem como estabelece as diretrizes para a rede de serviços de Saúde do Estado, em resposta ao recente aumento de casos de intoxicação por metanol.
“Devido ao cenário, a sensibilidade da atenção à saúde e da vigilância devem ser ampliadas”, afirma.
A Saúde explica ainda que o metanol, um solvente industrial, é transformado no organismo em ácido fórmico, responsável pela acidose e toxicidade sistêmica, podendo levar à cegueira permanente ou ao óbito.
“Diante do elevado potencial de morbimortalidade e da possibilidade de ocorrência de novos casos, este documento visa orientar e padronizar as ações de vigilância e assistência em toda a rede de atenção à Saúde”, reforça.
Além das orientações aos profissionais que atuam na área da saúde, as autoridades públicas recomendam para que a população não consuma bebidas alcoólicas sem rótulo, lacre ou selo fiscal, bem como desconfie de preços muito baixos. Já ao apresentar sintomas após ingerir bebida suspeita, procure atendimento médico imediatamente.
“A urgência é máxima em casos de alteração visual”, ressalta.
ÓBITOS – Na quinta-feira (20), o Estado registrou a segunda morte em decorrência da intoxicação por metanol.
Trata-se de uma moradora de Itanhangá.
A mulher, de 42 anos morreu, após ter sido internada com suspeita de intoxicação por metanol, no Hospital Regional de Sorriso (a 75 km).
A vítima fatal e o genro, de 26 anos, passaram mal após ingerirem um uísque comprado em um supermercado da cidade, no dia 2.
Na manhã de segunda-feira (3), ambos apresentaram sintomas semelhantes aos de uma ressaca, porém o quadro da mulher evoluiu rapidamente, levando à internação.
Na UTI, ela estava entubada e recebia um antídoto específico. No entanto, veio a óbito.
A identidade da vítima ainda não havia sido divulgada pela Politec.
A primeira morte foi confirmada no dia 13 deste mês.
A vítima é uma paciente de 30 anos, do sexo feminino, de Várzea Grande. (Diário de Cuiabá)
Lucas do Rio Verde
Mulher e crianças são resgatadas de cárcere após jogar bilhete pela janela

Uma mulher e duas crianças foram resgatadas pela Polícia Militar após a vítima conseguir pedir ajuda por meio de um bilhete jogado pela janela do banheiro de uma residência no bairro Vida Nova II, em Lucas do Rio Verde (333 km de Cuiabá).
Segundo a Polícia Militar, moradores encontraram o bilhete e acionaram a equipe, que se deslocou até o endereço informado. Ao chegar ao local, os policiais encontraram a casa completamente fechada e, inicialmente, não obtiveram resposta dos ocupantes. Diante da suspeita de cárcere privado, foi necessário desligar a energia elétrica do imóvel e iniciar a verbalização para que a porta fosse aberta.
Após a entrada da polícia, a mulher saiu da residência em visível estado de abalo emocional e apresentava diversas lesões pelo corpo, compatíveis com agressões físicas. Ela relatou que escreveu o bilhete pedindo socorro e o arremessou para a rua, o que possibilitou que terceiros acionassem as autoridades.
Conforme o relato da vítima, ela estaria sendo mantida trancada dentro da casa há vários dias, juntamente com duas crianças, um filho do casal e outra menina, filha apenas da mulher. Segundo ela, o suspeito trancava todos em um quarto, sem ventilação adequada, mesmo diante do forte calor, e não permitia que saíssem do imóvel.
A mulher também contou que as agressões físicas ocorriam principalmente durante a madrugada, período em que o homem se tornava mais violento. Durante a vistoria no local, os policiais encontraram indícios de substância semelhante à maconha.
O suspeito afirmou ser usuário de bebida alcoólica e entorpecentes. Diante da gravidade da situação, ele foi detido e encaminhado às autoridades.
A mulher e as crianças foram retiradas do local e receberam atendimento. O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que dará continuidade às investigações. (Estadão de MT)
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