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Vereador ‘advogado ostentação’ é agredido por jornalista após denúncia em Sinop

Vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB), conhecido popularmente como ‘advogado ostentação’, foi agredido por um jornalista com golpes na cabeça após a sessão na Câmara de Sinop (500 km ao norte de Cuiabá), na noite de segunda-feira (7). O crime aconteceu após o parlamentar denunciar o jornalista Daniel Trindade por uma suposta tentativa de propina em nome do prefeito da cidade.

Vídeo registrado por colegas da imprensa mostram o momento em que o agressor se aproxima do vereador, que está de costas, e, com um equipamento de filmagem, desfere os golpes na cabeça de Marcos.

Ele não esboça nenhuma reação contra o agressor. Vereador teve sangramentos e foi socorrido e encaminhado para uma unidade de saúde.

A agressão aconteceu após a fala do vereador na tribuna. Alegou ainda que a Câmara “não vem sendo local de muitas pessoas íntegras falarem”, ressaltando que “já foi permitido pessoas que não têm a mínima dignidade de falar”.

Marcos apresentou um áudio no plenário, que seria de autoria de Daniel Trindade, onde ele teria ofertado vantagens e até cargos na administração pública caso ele votasse favorável para os projetos do executivo.

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O vereador garantiu que os áudios são verdadeiros. Caso já foi registrado na Polícia Civil da cidade. Até a manhã desta terça-feira (6), o jornalista não se manifestou. Caso segue em andamento.

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Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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