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Justiça

Adolescentes de 14 e 18 anos são assassinados a tiros enquanto jogavam baralho em varanda de quitinete em MT

Dois adolescentes foram assassinados, na noite de sábado (9), em uma quitinete em Guarantã do Norte (708 km de Cuiabá). Os suspeitos chegaram em uma moto, gritaram ‘perdeu’ e efetuaram diversos tiros contra as vítimas, fugindo na sequência.

Os adolescentes foram identificados como Adson Ricardo de Souza Aguiar (18) e Witalo Rauã Lemes Santos (14).

Conforme o boletim de ocorrência, o fato ocorreu por volta das 21h30, em uma das ruas do bairro Setor Industrial. Os jovens estavam na varanda de uma quitinete jogando truco, quando, em determinado momento, foram surpreendidos pelos assassinos. Eles chegaram em uma moto, adentraram a residência e, antes de dispararem contra as vítimas, disseram: “perdeu”. Depois, fugiram.

Corpo do Bombeiros foi acionado, mas, ao chegar, apenas constatou os óbitos.

Cena do crime foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que encontrou no local cápsulas de pistola calibre .380.

A motivação do crime será investigada pela Polícia Civil.

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Gustavo Castro/Olhar Direto

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Justiça

Julgamento sobre “cura gay” sai do virtual e vai ao plenário do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidiu transferir para o plenário físico o julgamento que discute a legalidade de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que proíbe práticas conhecidas como “cura gay” e restringe o uso de fundamentos religiosos na atuação profissional de psicólogos.

A análise, que estava ocorrendo no ambiente virtual, será retomada presencialmente após o pedido de destaque feito por Fachin. O caso envolve duas ações diretas de inconstitucionalidade que tratam de pontos opostos sobre a norma editada em 2023.

De um lado, o partido Novo e o Instituto Brasileiro de Direito e Religião questionam a regra, alegando que ela fere a liberdade de crença e de expressão dos profissionais. Do outro, o PDT defende a validade da resolução, argumentando que a medida não impede manifestações religiosas, mas estabelece limites claros para evitar que convicções pessoais interfiram no atendimento psicológico.

A norma do CFP veda a chamada terapia de conversão sexual e reforça que o exercício da psicologia deve seguir critérios científicos reconhecidos, sem substituição por crenças religiosas. Para os defensores da resolução, a flexibilização poderia abrir espaço para práticas já amplamente criticadas por entidades médicas e científicas.

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Antes da suspensão do julgamento, o relator Alexandre de Moraes votou pela validade da norma. Ele entendeu que a resolução não viola a liberdade religiosa, mas garante a proteção dos pacientes e reafirma o caráter laico do Estado, ao impedir tratamentos sem base científica.

Com a ida ao plenário físico, o julgamento ganha novo peso dentro da Corte e deve reunir todos os ministros em uma discussão que envolve direitos fundamentais, liberdade religiosa e limites da atuação profissional na área da saúde. Ainda não há data definida para a retomada do caso.

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