Cidades
Câmara investiga vereadora Michele por acumular salários em MT

Os vereadores de Diamantino aprovaram nesta segunda-feira (15), por unanimidade, inclusive com o voto da própria investigada, a abertura de uma Comissão Processante para apurar denúncia contra a vereadora Michele Carrasco Mauriz (UB). Ela é acusada de acumular salários e diárias sem o devido desconto de dias não trabalhados.
A comissão será presidida por Édinho Beia (Podemos), terá Augusto Casetta (MDB) como relator e Monnize Costa (UB) como membro. O salário de um vereador em Diamantino é de R$ 9,9 mil, acrescido de verba indenizatória de R$ 5,9 mil.
Em 2024, Michele declarou à Justiça Eleitoral no pleito de municipal possuir R$ 20 mil em espécie e uma chácara de 3,7 hectares avaliada em R$ 200 mil. Nas redes socias, ela se identifica como vereadora reeleita, cristã, empresária e enfermeira.
A denúncia foi protocolada pelo ex-vereador por Diamantino Sandro Ferreira, em 29 de outubro. No documento, ele aponta supostas irregularidades no recebimento simultâneo de valores da Câmara Municipal e da Prefeitura de Diamantino, onde Michele também é servidora efetiva da Secretaria Municipal de Saúde, lotada no ESF UniSaúde, no antigo PSF Pé Branco.
No texto, o denunciante classifica o caso como “denúncia com pedido de providências urgente sob pena de prevaricação da mesa diretora”, dirigida ao presidente da Câmara, Ranilli Lima. Segundo o documento, Michele, “desde o ano de 2021 até o presente momento, vem acumulando, indevidamente, rendimentos, diárias e salário da Secretaria de Saúde e Prefeitura Municipal de Diamantino, além do salário da Câmara Municipal, provenientes de diferentes fontes públicas”.
A denúncia detalha que a vereadora receberia salário como parlamentar, salário como servidora efetiva da Saúde e ainda diárias da Câmara Municipal, inclusive para viagens interestaduais, sem registro de descontos correspondentes aos dias de ausência no serviço público municipal. O texto sustenta que “tais condutas configuram como acúmulo ilícito de remuneração e recebimento irregular de valores públicos”, uma vez que a vereadora se ausentaria de suas funções na saúde municipal “sem o devido desconto em sua folha, o que implica em enriquecimento ilícito e dano ao erário”.
A denúncia afirma que a irregularidade pode ser comprovada por registros de concessão de diárias e viagens oficiais disponíveis no Portal da Transparência, além de publicações nas redes sociais da parlamentar, “que evidenciam deslocamentos fora do estado de Mato Grosso em períodos de expediente funcional”. Ainda conforme o documento, um levantamento preliminar indica que “o montante indevidamente recebido pode atingir cerca de 400 mil reais, valores que devem ser ressarcidos aos cofres públicos”, ou apurados de forma precisa por auditoria interna e pela própria comissão processante.
O texto classifica o caso como de extrema gravidade e afirma que há violação direta aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade previstos no artigo 37 da Constituição Federal. A denúncia aponta que a conduta narrada pode caracterizar improbidade administrativa, falsidade ideológica, enriquecimento ilícito, apropriação indébita de recursos públicos e até corrupção passiva ou ativa, diante da possível conivência de agentes públicos. Também ressalta que o caso já foi encaminhado ao Ministério Público Estadual, conforme protocolo nº 83.400, e cobra providências administrativas imediatas por parte da Câmara Municipal.
Folha Max
Cidades
Famílias de Cuiabá, Sorriso e Nova Mutum recebem títulos durante Semana Solo Seguro Favela em MT

A Semana Nacional de Mobilização Solo Seguro – Favela e Comunidades 2026 segue transformando a realidade de famílias mato-grossenses por meio da regularização fundiária urbana. Em Cuiabá, Novo Mutum e Sorriso, moradores receberam títulos definitivos que garantem oficialmente o direito à propriedade.
A iniciativa realizada nacionalmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Mato Grosso, é promovida pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ/TJMT), em parceria com municípios, cartórios e órgãos estaduais. O programa busca ampliar o acesso à Regularização Fundiária Urbana (Reurb), garantindo cidadania e inclusão social por meio do reconhecimento formal da propriedade.
Na Comarca de Sorriso foram entregues 127 títulos definitivo de propriedade a famílias do bairro Boa Esperança II. A solenidade de entrega ocorreu no último dia 21 de maio, na Escola Municipal Flor do Amanhã e contou com a participação da Comissão de Assuntos Fundiários da Comarca de Sorriso.
A ação além de integrar atividades da Semana Nacional de Mobilização Solo Seguro – Favela e Comunidades 2026 faz parte do programa de Regularização Fundiária Urbana (Reurb), que garante segurança jurídica às famílias, reconhecendo oficialmente o direito à moradia e assegurando a documentação definitiva dos imóveis.
Em Novo Mutum, uma cerimônia simbólica foi realizada no dia 12 de maio, para a entrega de 46 títulos definitivos decorrentes da regularização fundiária do Loteamento Curió. O evento ocorreu no Centro de Formação da Educação de Nova Mutum (CFENM) e marcou o encerramento de uma espera de 18 anos pela regularização da área.
Na Capital, entre os dias 1º e 25 de maio, o cartório do 6º Ofício de Cuiabá registrou 26 títulos definitivos de moradores de bairros como CPA II, CPA III, CPA IV, Dr. Fábio Leite, Renascer, Canjica II-B e Bela Vista. Os títulos registrados durante a mobilização da Semana Solo Seguro foram remetidos ao Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat).
Solo Seguro – A Semana Nacional de Mobilização Solo Seguro – Favela e Comunidades 2026 ocorre entre os dias 25 e 29 de maio em todo o país. Em Mato Grosso, a iniciativa é promovida pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ/TJMT).
O programa permanente “Solo Seguro – Favela”, instituído pelo Provimento nº 158/2023 da Corregedoria Nacional de Justiça, busca fomentar ações sociais, urbanísticas, jurídicas e ambientais voltadas à Regularização Fundiária Urbana (Reurb). A ação tem como objetivo incorporar núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e garantir segurança jurídica às famílias por meio do registro formal dos imóveis.
Com informações Prefeituras de Sorriso e Nova Mutum
Autor: Larissa Klein
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT
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