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Simpósio reunirá cerca de 200 servidores de diversos tribunais para debater segurança cibernética

O Supremo Tribunal Federal realiza, nesta sexta-feira, (31), na sala de sessões da Primeira Turma, o “Simpósio de Segurança Cibernética dos Tribunais Superiores”. O evento recebeu cerca de 200 inscrições em dois dias, superando o número de vagas disponíveis e as expectativas da organização.

O encontro pretende capacitar e conscientizar servidores do Judiciário sobre a importância da segurança cibernética nos tribunais. Para isso, além de equipamentos e ferramentas, é necessário que os gestores percebam os riscos de segurança da informação dentro de seus próprios processos de trabalho e sejam capazes de reconhecer ameaças. Além disso, o fórum possibilita a construção de uma rede de relacionamentos entre os servidores de diversos tribunais.

O público do simpósio contará com especialistas em segurança cibernética, mas servidores de outras áreas também integrarão o curso. Na programação estão previstos: o compartilhamento de boas práticas em segurança da informação, riscos de segurança cibernética no processo judicial, tendências da segurança cibernética no Brasil, entre outros assuntos.

Além dos servidores do STF e dos tribunais e conselhos do Poder Judiciário sediados no DF, o simpósio contará com a contribuição de integrantes do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES), Tribunais Regionais do Trabalho da 6ª Região (TRT-PE), da 8ª Região (TRT-AP/PA), da 17ª Região (TRT-ES), da 18ª Região (TRT-GO), da 19ª Região (TRT-AL), da 23ª Região (TRT-MT) e do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE).

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Confira a programação

Fonte: STF

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Saga Pantanal é condenada a pagar R$ 10 mil após Fiat Toro dar defeito com uma semana de uso

A Justiça de Mato Grosso condenou a Saga Pantanal Comércio de Veículos Ltda. a devolver R$ 116,9 mil a um cliente após a venda de uma Fiat Toro que apresentou defeitos cerca de uma semana após a compra. A empresa também foi condenada ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais.

A decisão é assinada pelo juiz Luis Otávio Pereira Marques, da 6ª Vara Cível de Cuiabá, e foi publicada na segunda-feira (8). Na decisão, também foi condenada a empresa Novos Serviços para Automóveis.

Conforme os autos, Fábio Júnior Sales da Silva adquiriu o veículo Fiat Toro Freedom 2.0, ano/modelo 2018/2019, por R$ 116.990 em dezembro de 2022. Segundo ele, após aproximadamente uma semana de uso, a caminhonete passou a apresentar dificuldades na partida.

Em fevereiro de 2023, o veículo apresentou nova pane e foi encaminhado para oficina credenciada indicada pela assistência técnica ligada à Novos Serviços para Automóveis. O consumidor foi informado de que os problemas estavam relacionados à bomba de alta pressão, aos bicos injetores e ao sistema de partida.

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No processo, ele relatou que o automóvel permaneceu parado por mais de 30 dias sem que o defeito fosse solucionado, apesar das tentativas de contato com a assistência técnica e a concessionária.

Ao analisar o caso, o magistrado destacou que o Código de Defesa do Consumidor assegura ao comprador o direito de optar pela devolução integral do valor pago quando o vício não é sanado dentro do prazo legal de 30 dias.

Segundo a sentença, o veículo foi entregue para reparo em 9 de fevereiro de 2023 e o prazo legal se encerrou em 11 de março daquele ano. No entanto, até abril o problema ainda não havia sido resolvido e surgiram novas falhas mecânicas.

Para o juiz, o direito do consumidor à restituição do valor se consolidou no momento em que o prazo legal foi ultrapassado, sendo irrelevante o argumento das empresas de que o defeito teria sido corrigido posteriormente.

“Nenhuma das requeridas impugnou especificamente a data de 09/02/2023 como marco inicial do processo de conserto, razão pela qual, nos termos do art. 341 do Código de Processo Civil, tal fato presume-se verdadeiro”, escreveu.

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“Portanto, a conduta das requeridas de reter o veículo por prazo superior ao legal autoriza o acolhimento do pedido de rescisão contratual e a devolução integral da quantia paga”, concluiu.

Ao fixar a indenização por danos morais, o juiz entendeu que o problema ultrapassou um mero aborrecimento, além de destacar que o cliente foi obrigado a gastar tempo e esforço tentando resolver um problema que deveria ter sido solucionado pelas empresas, situação conhecida na Justiça como “desvio produtivo do consumidor”.

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