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Sucessão familiar será debatida por Augusto Cury na Parecis SuperAgro

liberdade-para-refemA sucessão familiar nas empresas e propriedades rurais será mais um dos focos da Parecis SuperAgro. O assunto será abordado na palestra “Pais Inteligentes Formam Sucessores Não Herdeiros” do renomado escritor brasileiro Augusto Cury. Em Mato Grosso a sucessão familiar, principalmente no campo, vem sendo discutida há cerca de dois anos com o Projeto Futuros Produtores do Brasil, desenvolvido pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) em parceria com o Sistema Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) e Sindicatos Rurais.

A palestra de Augusto Cury está marcada para o dia 15 de abril, às 9h, na Parecis SuperAgro. O evento ocorre de 12 a 15 de abril em Campo Novo dos Parecis, no Parque de Exposição Odenir Ortolan. O evento é totalmente voltado para divulgação de novas tecnologias, trocas de experiências e negócios, sendo realizado durante o dia. A entrada é gratuita.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Campo Novo dos Parecis e organizador da feira, Alex Utida, a sucessão familiar no campo é um assunto que preocupa os produtores rurais. “Neste sentido, procuramos trazer esta discussão para o evento, com um nome de peso como Augusto Cury, para levantar qual a melhor maneira de trabalhar a sucessão familiar”.

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Em seu 8ª edição a Parecis SuperAgro tem projeções de R$ 175 milhões em negócios. Além de Augusto Cury, estão confirmadas palestras do ex-ministro Ciro Gomes no dia 13 e da jornalista Salete Lemos no dia 14, onde irão abordar a atual situação político-econômica do Brasil e possíveis oportunidades diante isso.

Confira a programação da Parecis SuperAgro

12 de abril (domingo)
13h – Leilão

13 de abril (segunda-feira)
08h30 – Solenidade de abertura
09h – Palestra com Ciro Gomes – Conjuntura Política-Econômica Brasileira
14h – Palestra com Engº Agrônomo Luiz Paulo Ferrari da Costa – Integração Lavoura Pecuária – Matsuda
15h30 – Palestra com Engº Agrônomo Eric Henrique Pozza – Manejo na Irrigação – Krebs

14 de abril (terça-feira)
09h – Palestra com Salete Lemos – “Política e Economia – Crises X Oportunidades”
14h – Palestra com Dra Carolina Deuner – Manejo de Doenças visando altas produtividades em Soja – Basf
15h – Palestra com Dr Marcos Tamai – “Manejo biológico como ferramenta de sucesso no manejo de pragas”– Ihara

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15 de abril (quarta-feira)
9h – Palestra com Augusto Cury – Pais Inteligente Formam Sucessores Não Herdeiros
14h – Painel Político – “100 dias de governo”
Participantes:
Pedro Taques – governador do Estado
Carlos Fávaro – vice-governador do Estado
Seneri Paludo – secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico
Marcelo Duarte – secretário de Estado de Infraestrutura e Logística
Rui Prado – presidente do Sistema Famato/Senar
Ricardo Tomczyk – presidente da Aprosoja
Mediador – jornalista Luiz Patroni
18h – Solenidade de encerramento

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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