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Sicredi Ouro Verde e órgãos públicos de Diamantino firmam parceria para impulsionar desenvolvimento local

A Sicredi Ouro Verde MT assinou protocolo de intenções com as prefeituras e Câmaras de Vereadores de 10 municípios da sua área de atuação para promover o início do relacionamento da cooperativa com os órgãos públicos municipais. A parceria foi celebrada durante a Assembleia Geral Extraordinária da cooperativa, realizada na sexta-feira, 31, em Cuiabá, com a presença dos coordenadores de núcleo – representantes dos associados – e de autoridades.
O relacionamento das instituições financeiras cooperativas com os órgãos públicos municipais está amparado na Lei Complementar (LC) 161/2018, publicada em janeiro deste ano e regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 26 de abril, por meio da resolução 4.659/2018. Solicitação antiga do setor cooperativista, a Lei quebrou um grande paradigma que era a não atuação das instituições financeiras cooperativas junto às pessoas jurídicas de direito público. Anteriormente, esta atuação era restrita aos bancos públicos.
Com os recursos das prefeituras depositados nas cooperativas do Sicredi, o dinheiro ficará na região, o que beneficiará diretamente os municípios e contribuirá para o desenvolvimento local, conforme destaca o presidente da Sicredi Ouro Verde MT, Eledir Pedro Techio. “É a consolidação de um trabalho que iniciou há vários anos e que agora, com a aprovação dos nossos coordenadores, em assembleia, temos esta autorização tão esperada, para que as prefeituras possam movimentar suas contas nas cooperativas de crédito. É uma decisão muito importante porque nós vamos fazer com que o recurso gerado nos municípios fique nesta região para poder gerar ainda mais riqueza. Com isso, nós teremos mais recursos para poder emprestar para a população e consequentemente contribuir para o desenvolvimento das comunidades”, salienta.
Na avaliação de João Carlos Spenthof, presidente da Central Sicredi Centro Norte, que abrange os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia e Acre, com o atendimento às prefeituras e outros órgãos municipais, toda a comunidade será beneficiada pela atuação do Sicredi. “Ao captarmos destes órgãos, conseguimos trazer como contrapartida recursos para o desenvolvimento dos municípios, criando um verdadeiro círculo virtuoso. O diferencial do Sicredi é que todo recurso captado pela cooperativa fica no município, não vai embora. O Sicredi não tem o objetivo do lucro, e mesmo assim, quando há um resultado positivo, o associado participa deste resultado, o que agrega renda e melhora a qualidade de vida dos associados e das comunidades”, destaca.
Para o vice-prefeito de Diamantino, Claudimar Barbacovi, que representou o município na assinatura do protocolo de intenções com o Sicredi, a parceria será um importante apoio ao desenvolvimento local. “Será mais recurso entrando para a cooperativa, que vai poder devolver mais sobras para a nossa região, e com esta movimentação da prefeitura municipal, que é um dos maiores clientes de todos os municípios, porque movimenta muitos recursos, tanto com folha de pagamento como pagamento a fornecedores, vai trazer mais recursos, mais melhorias e mais investimentos para Diamantino”, destaca.
Ao iniciar o atendimento às prefeituras e seus servidores municipais, o Sicredi poderá fortalecer a sua atuação nos municípios em que já atua e também em outras regiões do Estado. Atualmente, o Sicredi está presente em 109 cidades mato-grossenses, com um total de 138 agências, e em 33 cidades do Estado é a única instituição financeira presente para atender à população, como é o caso de Acorizal, município da área de atuação da Sicredi Ouro Verde MT. Nestes municípios, a nova legislação influencia diretamente na rotina dos órgãos públicos municipais, já que antes os gestores eram obrigados a se deslocar a outros municípios para realizar suas operações financeiras.

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Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,7 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br.
*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
A Sicredi Ouro Verde MT é uma das cooperativas integrantes do Sistema Sicredi, com atuação em Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Tapurah, Itanhangá, Ipiranga do Norte, Santa Rita do Trivelato, São José do Rio Claro, Nova Maringá, Diamantino, Alto Paraguai, Nobres, Rosário Oeste, Jangada, Acorizal e Cuiabá, agregando cerca de 60 mil associados.

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Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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