Destaque
Servidores da UFMT encerram greve após aprovação da PEC do teto
Em greve após quase dois meses, os servidores que trabalham em funções administrativas na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) decidiram nesta terça-feira (13) voltar às atividades, nesta quinta-feira (15). Eles entraram em greve contra a PEC que estabelece um teto para os gastos públicos pelos próximos 20 anos. A medida foi aprovada em segunda votação pelo Senado, nesta terça-feira (13).
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFMT (Sintuf), Léia de Souza Oliveira, afirmou que a categoria cumpriu com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para os prejuízos que a aprovação da PEC 55 causaria ao serviço público, principalmente à educação e saúde.
O sindicato informou que o fim da greve foi aprovado em assembleia geral da categoria e que o foco da categoria a partir de agora é acompanhar a Reforma da Previdência.
Para a presidente do Sintuf, o país passa por um período de grande retrocesso nos direitos trabalhistas. “Estão atacando a CLT, tirando conquistas dos servidores públicos”, destacou. Ela argumenta que a reforma aumenta a contribuição do trabalhador de 11% para 14%, aumenta o tempo de contribuição, aumenta a idade mínima, e reduz o salário.
A compensação do trabalho que deveria ter sido feito durante a greve ainda será discutida com a reitoria da instituição, na próxima semana.
Durante a greve, que teve início no dia 24 de outubro, os servidores protestaram na guarita principal de acesso ao campus da UFMT de Cuiabá. No início deste mês, a Justiça determinou, a pedido da UFMT, que a entrada fosse liberada e que os manifestantes permitissem a entrada de veículos na unidade.
Confira abaixo os principais pontos da PEC do teto de gastos.
– As despesas da União (Executivo, Legislativo e Judiciário e seus órgãos) só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior;
– A inflação para 2017, que servirá de base para os gastos, será de 7,2%;
– Nos demais anos de vigência da medida, o teto corresponderá ao limite do ano anterior corrigido pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA);
– Se um poder desrespeitar o limite, sofrerá sanções no ano seguinte, como a proibição de realizar concursos ou conceder reajustes;
– Se um poder extrapolar o teto, outro poder deverá compensar;
– Os gastos com saúde e educação só serão enquadrados no teto de gastos a partir de 2018;
– Com relação aos gastos mínimos em saúde, o texto prevê que passem em 2017 dos atuais 13,7% para 15% da receita corrente líquida (somatório dos impostos descontadas as transferências previstas na Constituição). E que, a partir de 2018, esses investimentos se enquadrem no teto de gastos, sendo corrigidos pela inflação.
– Ficam de fora das novas regras as transferências constitucionais a estados e municípios, além do Distrito Federal, os créditos extraordinários, as complementações do Fundeb, gastos da Justiça Eleitoral com eleições, e as despesas de capitalização de estatais não dependentes;
– A partir do décimo ano de vigência do limite de gastos, o presidente da República poderá um projeto de lei ao Congresso para mudar a base de cálculo.
G1 MT
Cidades
“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).
O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.
A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).
ONDE FICA?
O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.
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