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Rio Paraguai é o 8° maior da América do Sul

O Rio Paraguai é o oitavo maior em curso de água da América do Sul. Tem cerca de 2.600 km de extensão. Nasce no município de Alto Paraguai, a 219 km de Cuiabá, e banha quatro países, na nascente no Brasil, passando pela Bolívia, Paraguai e chegando à foz na Argentina.

Com as nascentes localizadas em Mato Grosso, o rio banha também Mato Grosso do Sul, seguindo o curso e entrando em águas internacionais passa pela Bolívia, Paraguai, deságua no Rio Paraná e termina de encontro ao mar na Argentina.

O rio não nasce um rio, o Rio Paraguai nasce da junção de diversas águas que brotam de pequenas e cristalinas fontes em meio a matas e fazendas das regiões pantanosas do estado. Ele vai se formando e crescendo até virar um dos maiores rios do país.

A história do rio conta que ele nasce numa região pantanosa que ficava na antiga Fazenda Sete Lagoas, município de Alto Paraguai, no Planalto do Parecis. As sete lagoas que dá nome à fazenda formam a área pantanosa, que atualmente é usada pela agricultura mecanizada.

Cada lagoa tem um ponto de escoamento de água que se mistura e forma o riacho Sete Lagoas. Esse riacho junta-se com o Rio Melgueiras e forma o Rio Paraguaizinho, que recebe o Rio Amolar e assim forma o o extenso Rio Paraguai.

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O nome Rio Paraguai não tem origem direta ao país Paraguai. Alguns especialistas dizem que o nome vem de linguagem indígena. A hipótese deriva de Rio Paiaguás. Os índios da tribo Paiaguás viviam e dominavam este rio, mas já não existem mais. Foram extintos.

O rio é fascinante com a sinuosidade natural, os moradores às margens ficam deslumbrados com tanta magnitude. O rio é contemplado por três importantes biomas, o Cerrado, o Pantanal e o Chaco, que é o nome dado ao Pantanal localizado no norte do Paraguai e leste da Bolívia.

Uma das curiosidades deste rio é que pela dimensão apenas encontra-se uma única cachoeira, que fica localizada na divisa de Alto Paraguai e Diamantino em Mato Grosso. A cachoeira tem uma queda d’água de 30 metros e contribui para geração de energia elétrica e uma Usina Hidrelétrica (UHE).

O Rio Paraguai é um dos rios mais importantes da América do Sul, vai em direção ao Rio da Prata em Mato Grosso do Sul (MS), e em seguida entra no Paraguai, vai para Bolívia e termina na Argentina. Ele é o único a banhar uma capital de país, no caso Assunção, capital da Bolívia.

O Rio Paraguai é dividido em quatro partes. Primeira chamada “Das Nascentes”, que vai até Barra do Bugres, 169 km da capital. O segundo, “Paraguai Superior” vai de Barra do Bugres até a foz do Jauru, próximo de Cáceres, a 220 km da capital.

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A terceira parte é “Médio Paraguai” vai do Jauru até o Rio Apa que banha a fronteira do Brasil com o Paraguai. Quarta e última parte, “Paraguai Superior” que vai do Rio Apa até a foz na Argentina.

A área da bacia hidrográfica do Rio Paraguai é de mais de 1 milhão de quilômetros quadrados.

O primeiro afluente do Rio Paraguai é o Rio Diamantino que fica na cidade de Diamantino, a 209 km da capital. O nome do rio e da cidade é devido aos garimpos de ouro e diamante que havia no passado.

Segundo pesquisadores de geologia, o rio tem formação recente e é considerado um rio novo, com origem há cerca de 30 a 40 mil anos. Isso em comparação com outros rios, como Rio Paraná, formado há centenas de milhões de anos.

O Rio Paraguai é o 8° maior rio sul-americano, tem aproximadamente 2.695 km de extensão, nasce no Brasil percorre pelo Paraguai e Bolívia e termina o percurso desaguando no mar na Argentina.

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Cidades

“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.

Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.

“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.

Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.

“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.

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Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.

“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.

Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.

Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.

Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.

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