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MT lidera venda de caminhões por consórcio no primeiro semestre

caminhão

No primeiro semestre, Mato Grosso foi líder na venda de caminhões por consórcio, totalizando uma participação de 167,5%.

O estado é um dos que tem maior participação de consórcios para a compra de veículos no país, como divulgado esta semana pelo balanço da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).

Segundo a ABAC, o percentual indica que a demanda pelos caminhões foi maior do que as unidades que estavam disponíveis em estoque no estado e que serão entregues nos próximos meses.

Na comercialização de veículos leves (automóveis, utilitários e caminhonetes), o estado se mantém na terceira posição, com participação de 37,8% nos consórcios da modalidade.

De acordo com a presidente de uma empresa de consórcios, Mônica Rossi, o agronegócio é o grande responsável pelos bons índices. Além de ser um dos estados com maior destaque na venda de caminhões em todo o país, o consórcio tem sido uma das modalidades mais viáveis para a aquisição deste bem.

“Mato Grosso é o maior produtor de grãos do país e também grande produtor de gado e de algodão. Naturalmente, o transporte de toda produção do estado é cuidadosamente pensado e o produtor vê no consórcio uma forma vantajosa de se adquirir um veículo”, explica ela.

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Em algumas cidades, existem leis municipais de restrição ao transporte de cargas, especialmente em alguns horários. Isso também pode influenciar na venda de outros tipos de veículos, como é o caso dos automóveis e caminhonetes, que tiveram aumento no número de consórcios.

Dólar alto beneficia exportadores
Em Mato Grosso, estado que mais produz grãos no país, tem produtor rural rindo à toa. E mesmo com a dívida que fez pra instalação de silos na propriedade, o produtoe de Diamantino, a 209 km de Cuiabá, Sérgio Stefanelo, também tá dando risada. “Tem motivo pra comemorar, sim”, afirma o produtor rural.

Ele fez o financiamento de novos silos em reais e está tranquilo pra pagar com o lucro da soja e do milho, que são vendidos em dólar. Aliás, com a moeda americana perto dos R$ 4, deu também pra comprar uma colheitadeira de R$ 800 mil, o caminhão de R$ 600 mil.

“Graças a subida do dólar nos produtos que você exporta, como é o caso da soja e do milho”, diz.

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A loja de carros está movimentada na cidade. Os agricultores entram e pedem duas, três, quatro caminhonetes. Um deles queria duas de quase R$ 200 mil, cada. Entrou pra lista de espera que já tem quase cem pessoas. O gerente está rindo à toa.

G1 MT

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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